Quinta-feira, 9 de agosto de 2018

 
 

Bom dia,


IPC-FIPE supera expectativas. O IPC-FIPE subiu 0,37% na primeira quadrissemana de agosto, vindo acima dos 0,26% da última divulgação e maior que as projeções de mercado. Os grupos que mais contribuiram para essa elevação foram habitação, saúde e despesas pessoais.

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CPI e PPI chinês vêm praticamente em linha com as estimativas. Em julho, o CPI apresentou crescimento de 2,1%, ante os 2,0% esperados pelo mercado, refletindo basicamente o aumento dos preços de combustíveis. O PPI avançou 4,6%, contra os 4,5% projetados, impulsionado pelos preços do petróleo e carvão.

PPI é destaque nos EUA.
A agenda de indicadores tem como destaque os pedidos de auxílio-desemprego com expectativa de vir acima do último resultado, com projeção de 220 mil pedidos. A agenda também reserva, às 11h, o índice de preços ao produtor norte-americano relativo ao mês de julho, com projeção de leve desaceleração.

Bolsas mundiais seguem voláteis.
Tendo como pano de fundo a guerra comercial liderada pelos EUA, os principais mercados financeiros globais têm passado por oscilações bruscas e nesta quinta-feira não é diferente. Na Ásia, diante do anúncio de tarifas retaliatórias do governo chinês ao país norte-americano, a sessão encerrou com boa recuperação nos mercados acionários que sofreram fortes tombos recentemente. Enquanto que o pregão na Europa segue em tom mais negativo em meio aos receios quanto à desaceleração no comércio internacional. Por aqui, além das influências externas, devemos ter o noticiário eleitoral e a temporada de resultados corporativos movimentando a sessão desta quinta.

 


BB (BBAS3) mostra avanço no resultado trimestral. Ao contrário do resultado do 1T18, que consideramos aquém do esperado, vemos com bons olhos os números divulgados agora pelo banco, com destaque para a volta do crescimento da margem financeira bruta, que foi de 5,3% em três meses, a redução nas despesas com PDD e o bom controle de despesas administrativas. Com todos esses fatores positivos, o bottom line do banco voltou a mostrar evolução, de 7,1% na comparação com o trimestre anterior, revertendo a tendência do começo do ano. Apesar de margem financeira bruta e crescimento da carteira de crédito estarem abaixo do patamar de guidance do banco para o ano, o BB manteve as projeções, revisando apenas a estimativa para despesas com PDD do intervalo de R$ 16 bi a R$ 19 bi para entre R$ 14 bi e R$ 16 bi. Além disso, o BB anunciou JCP no valor (já líquido de IR) de R$ 0,2266 para os acionistas posicionados ao final do pregão do dia 21 de agosto (data ex dia 22). O pagamento será no dia 31 desse mês ainda. O yield, no entanto, é de 0,7% em relação ao fechamento de ontem. Acreditamos que a evolução dos números em relação ao 1T18 pode animar o mercado, ainda assim, acreditamos que o banco deve responder principalmente ao noticiário eleitoral até outubro ou novembro.

Bom trimestre operacional da Suzano (SUZB3). Sem grandes novidades, a companhia entregou bom aumento na receita líquida, mesmo com o efeito da greve dos caminhoneiros que pressionou volumes, por conta do preço da celulose bem acima do observado há um ano e pela desvalorização cambial que ajuda as exportadoras. A geração de caixa veio bem forte, próxima a do 1T18 e 40,5% acima do 2T17. O bottom line, no entanto, foi impactado pelo efeito da variação cambial na dívida e nas operações de hedge da Suzano, que ocasionou um prejuízo de R$ 1,8 bi.

Azul (AZUL4) tem trimestre positivo, a despeito dos desafios. Mesmo considerando os efeitos da greve dos caminhoneiros e a alta do dólar e do preço do combustível, a companhia conseguiu reportar números satisfatórios, com bom avanço no top line (impactado em R$ 51,2 milhões pela greve). O custo com combustível saltou 35,4% na comparação anual, pressionando as margens da companhia, ainda assim, a Azul conseguiu entregar lucro líquido nesse trimestre contra um prejuízo no 2T17, se desconsiderarmos o efeito (que é apenas contábil) da venda de E-jets nesse 2T18.

Números sólidos da Valid (VLID3). A companhia entregou crescimento no top line de 7,7% na comparação com o 2T17 e recuperação nas margens. A melhora veio principalmente do segmento de meios de pagamento, que viu seu EBITDA mais do que dobrar nesse trimestre, indo para R$ 17,9 milhões. Em identificação, de onde vem a maior parte do EBITDA da Valid, a companhia entregou crescimento de dois dígitos na receita, mesmo com o efeito negativo que a Copa do Mundo tem na emissão de documentos aqui no Brasil. Os números ainda estão aquém do ideal, mas já mostram uma boa evolução da companhia.

Trimestre sem surpresas para a São Carlos (SCAR3). A receita líquida da companhia foi pressionada pela venda de ativos desde o ano passado, mas na comparação da mesma base de ativos, teria mostrado uma evolução de 4,1% em relação ao 2T17. Mesmo com o portfólio mais enxuto, a companhia conseguiu manter margens saudáveis e entregou crescimento, ainda que pequeno, no FFO, espécie de lucro líquido ajustado para itens não-caixa. Consideramos os números saudáveis, vemos bom potencial de valorização nos papéis da empresa no atual patamar de preço, com a trajetória da curva de juros sendo um risco potencial, olhando para o cenário eleitoral, que também terá impacto na expectativa para o segmento de atuação da companhia.

Aliansce (ALSC3) e Sonae Sierra (SSBR3) têm trimestres positivos. As companhias de shopping centers apresentaram performance bem parecidas nesse trimestre, com top line praticamente flat na comparação com o 2T17, bastante impactado pela greve dos caminhoneiros e principalmente pela Copa do Mundo, efeitos compensados pela redução de descontos nos aluguéis, com expansão de margens e destaque para o crescimento de dois dígitos no FFO nos dois casos. Esperamos reação positiva do mercado às divulgações.

Mills (MILS3) ainda muito pressionada. A companhia entregou números com faturamento em linha com o realizado no mesmo período do ano passado e EBITDA negativo. Além da atividade ainda muito fraca no setor de atuação da Mills, o resultado nesse trimestre foi negativamente impactado pelo custo da desmobilização de filiais e do resultado negativo da venda de sucata, que teve receita de R$ 6,8 milhões, mas estavam contabilizadas por R$ 13,3 milhões, efeito negativo (não-caixa, vale lembrar) de R$ 6,5 milhões. Sem grandes novidades, não esperamos um forte impacto da divulgação nos papéis da empresa.

Wiz (WIZS3) tem trimestre sólido. Destaque nesse trimestre para a reversão da tendência positiva do estoque de receitas, que teve boa evolução na comparação com o trimestre imediatamente anterior, após dois trimestres seguidos de queda. O resultado operacional não trouxe grandes novidades, com crescimento na receita, mas margens um pouco pressionadas quando olhamos para os números sem o impacto de itens não recorrentes. No ano passado, houve despesas com a aquisição da Finanseg e com o plano de incentivos de longo prazo da companhia, essa última despesa que nesse ano já foi reconhecida no resultado do 1T18. A margem EBITDA ajustada seria de 62,5% no 2T17 e de 56,1% nesse trimestre. A reversão da queda no estoque de receitas pode animar o mercado no curto prazo, mas a questão da negociação com a Caixa Seguridade ainda é um ponto de incerteza muito grande, que, a nosso ver, tira a atratividade dos papéis.

Eucatex (EUCA4) reporta fraco desempenho.
Com a piora do cenário econômico interno e a greve dos caminhoneiros que acabou paralisando por mais de 8 dias a produção de MDP, T-HDF/MDF e tintas imobiliárias, além de ter afetado as expedições de todas as unidades e o embarque de produtos no porto, a receita líquida cresceu apenas 4,0% se comparada ao 2T17. No segmento madeira, o crescimento da receita foi de 1,4%, fruto do aumento de preços realizados. O segmento de tintas, no 2T18, apresentou aumento de 11,6% na receita, comparativamente ao mesmo período de 2017, resultado do crescimento no volume de vendas. O EBITDA aumentou 3,4% em relação ao alcançado no 2T17, com margem EBITDA de 18,0%, ante 18,1% obtida em igual período do ano anterior. O prejuízo líquido somou R$ 5,5 milhões, retração de 272,3% quando comparado ao 2T17, impactado pela variação cambial e pela redução na variação do valor justo do ativo biológico. A dívida líquida da Eucatex, ao final do 1S18, representava 1,7x o EBITDA recorrente anualizado, elevação de 12,3% em relação ao informado no final do ano de 2017. Por conta do fraco desempenho reportado acreditamos que suas ações possam responder de forma negativa no pregão de hoje.

Burger King (BKBR3) reporta melhora no resultado.
A companhia reportou crescimento de 25,3% em sua receita líquida em relação ao 2T17, esse aumento está relacionado à maturação das unidades abertas durante os últimos 12 meses e a consolidação dos franqueados (51 restaurantes) adquiridos em abril desse ano. Já as vendas mesmas lojas mantiveram-se estáveis no 2T18, impactadas pela greve dos caminhoneiros e pela Copa do Mundo. Excluindo esses efeitos a companhia estima que o crescimento das vendas comparáveis fosse de 6,2%. O EBITDA ajustado apresentou redução de 5,0%, com margem EBITDA ajustada de 9,2% no 2T18 ante os 12,2% do 2T17. O lucro líquido apresentou um crescimento de 24,3% quando comparado ao 2T17, principalmente em função do melhor resultado financeiro.

Expressivo ganho de rentabilidade da Movida (MOVI3).
A companhia de locação de veículos tem se beneficiado da retomada do setor e do ciclo de expansão dos seus negócios iniciado desde sua aquisição pelo grupo JSL (JSLG3), mas o destaque no 2T18 foi a elevação das margens da companhia. Na comparação com o 2T17, a receita líquida teve um pequeno avanço de 6,4%, com as locações no rent a car subindo 17,1%, na gestão de frotas saltando 45,0%, mas as vendas de seminovos ainda patinando (queda de 4,4%). De todo modo, a adequação da estrutura operacional em todos os segmentos de atuação proporcionou forte crescimento de EBITDA, com ganho de 10,9 p.p. na margem neste período, o que acabou contribuindo também para a evolução do lucro líquido de R$ 11,1 milhões há doze meses para R$ 39,9 milhões agora. Esperamos reação positiva de seus papéis hoje em bolsa.

Números da Santos Brasil (STBP3) vieram em linha com as previsões.
Apesar da fragilidade operacional, o resultado da Santos Brasil demonstrou certa recuperação operacional da companhia. A receita líquida avançou 20,7% sobre a registrada no 2T17 e o EBITDA recorrente saltou 93,5%. Porém, houve somente a redução no prejuízo líquido de R$ 22,7 milhões para R$ 4,0 milhões negativos reportados no 2T18. Ainda assim, acreditamos que suas ações devem reagir positivamente.

Trimestre consistente da Senior Solution (SNSL3).
Ao consolidar as relevantes aquisições feitas e promover ajustes nas operações para elevar sua rentabilidade, a Senior apresentou um bom resultado em bases ajustadas por tais eventos. A receita líquida teve uma leve alta de 3,9% entre os segundos trimestres de 2017 e deste ano, enquanto que o EBITDA subiu 31,1% e o lucro líquido 42,9%. Aguardamos reação positiva das ações SNSL3 hoje em bolsa.

Desempenho surpreendente da Ser Educacional (SEER3).
Como destacamos ontem, a instituição de ensino superior seria impactada pelo atraso no cronograma do FIES para esta captação do 1º Sem/18, o que de fato houve, mas em menor escala do que esperávamos. Em bases comparáveis, a Ser conseguiu entregar leve avanço de 3,1% na receita líquida e, com os maiores dispêndios em razão da expansão das operações no EAD, o EBITDA teve tímida alta de 2,9%. Já o lucro líquido ajustado, que contou com a contribuição do resultado financeiro, cresceu 28,9% entre os períodos, bem acima das estimativas de mercado. Consideramos que os números reportados pela Ser neste 2T18 deverão beneficiar seus ativos em bolsa no curto prazo.

Resultado fraco da Time For Fun (SHOW3).
O calendário de eventos da companhia de entretenimento afetou seu desempenho trimestral, uma vez que foram vendidos 230 mil ingressos neste 2º Trim/18, total bastante inferior aos 591 mil tickets registrados no mesmo período do ano passado. Dessa forma, a análise entre esses trimestres, na qual se observa queda de 58% na receita líquida, de 94% no EBITDA e de 48% no lucro líquido fica um tanto distorcida. De qualquer modo, acreditamos que o desempenho apresentado pela T4F poderá trazer boa pressão aos seus papéis.

Randon (RAPT4) segue com bons resultados.
Apesar do ambiente doméstico ainda complicado, o setor automotivo tem se destacado e o movimento de renovação de frota de veículos pesados tem alavancado a demanda por veículos e implementos. Ademais, o segmento de autopeças também manteve trajetória positiva, puxada pelas vendas no mercado de reposição e pela estratégia de suas subsidiárias de aumentar a exposição global, o que mais do que compensou a menor entrega de vagões ferroviários neste trimestre. Com isso o EBITDA avançou 45,4% em doze meses, porém, a inflação de matérias-primas corroeu parte dos ganhos de rentabilidade, culminando em um acréscimo de apenas 0,5 p.p. na margem. Contudo, vislumbramos que os papéis RAPT4 tendem a responder de forma positiva à divulgação.

Engie (EGIE3) anuncia forte resultado e boa distribuição de proventos.
Além da incorporação das usinas hidrelétricas de Jaguara e Miranda, a estratégia de alocação de energia da Engie também contribuiu para o bom desempenho nesse trimestre. Houve alta de quase 8% no volume vendido e de cerca de 2% no preço médio de venda, em comparação com o 2T17, enquanto os custos ficaram bem controlados, tanto pelos esforços da gestão em ganho de eficiência quanto pelo menor dispêndio com compra de combustível para produção térmica. O EBITDA saltou 42,4% em um ano, com ganho de 6,1 p.p. na margem. Além disso, a Engie anunciou a distribuição dividendos de R$ 1,7557 por ação, o equivalente a um yield de 4,8% sobre o fechamento de ontem. Os papéis ficarão ex-proventos no próximo dia 21/08 e a data de pagamento ainda será definida. Suas ações devem responder de forma positiva ao longo do pregão de hoje.

Forte geração de caixa é destaque da Braskem (BRKM5).
A queda nos spreads dos petroquímicos no mercado doméstico e na Europa, frente ao 2T17, a elevação na cotação do petróleo e paradas para manutenção pressionaram a margem da companhia neste trimestre. A greve dos caminhoneiros também pesou, reduzindo o EBITDA em cerca de R$ 200 milhões. Mas, ainda assim, houve alta anual de quase 5% no EBITDA, em função da dinâmica positivo do mercado norte-americano e da desvalorização do câmbio no período. Além disso, a geração de caixa livre mais que dobrou, chegando a R$ 3,3 bilhões neste trimestre. Entretanto, esse desempenho deve ter pouco impacto sobre as ações BRKM5, que vão continuar repercutindo as expectativas em torno das negociações entre a Odebrecth (atual controladora) e a LyondellBasell.

Greve e produtividade agrícola pressionam resultado da Cosan (CSAN3).
Assim como ocorreu no resultado das demais distribuidoras de combustíveis, houve forte impacto da greve dos caminhoneiros, pois além da queda de volume, o evento também pressionou a margem de comercialização, sobretudo do diesel. Segundo estimativas da companhia, o impacto no EBITDA da Raízen Combustíveis foi de aproximadamente R$ 200 milhões no período. Já o desempenho da Raízen Energia foi pressionado pela estiagem do período, que reduziu o rendimento agrícola, bem como pelo menor volume (dado à concentração dessa safra no início do ano) e preço de venda de açúcar no mercado internacional. O crescimento contínuo da Comgás e da Moove trouxe um alívio, mas, ainda assim, o EBITDA consolidado recuou 8% frente ao 2T17 e teve queda de mais de 20% ante o 1T18. Esse resultado, como já era esperado, deve exercer influencia apenas marginalmente negativa para os papéis da companhia ao longo do pregão hoje.

Fras-le (FRAS3) anuncia aquisição de fábrica de Joinville.
A Fras-le anunciou a aquisição de 100% da Jofund, empresa de autopeças dona da marca "Fremax", que possui fábrica em Joinville - SC, por R$ 180 milhões. A adquirida registrou receita líquida de R$ 155 milhões no último ano e atua principalmente no mercado de reposição, tendo cerca de 35% das suas vendas voltadas ao mercado externo. A operação está sujeita a aprovação do CADE e, segundo a companhia, deve trazer "sinergias reais e significativas", além de agregar uma marca de renome ao portfólio da Fras-le. Suas ações devem responder de forma marginalmente positiva à novidade.

Carrefour (CRFB3) altera valor do JCP.
A companhia modificou o valor por ação dos juros sobre capital próprio informado no fato relevante divulgado em 25 de julho de 2018, tendo em vista a variação na quantidade de ações emitidas pela companhia. O montante líquido de JCP será de R$ 0,05213 por ação, com o pagamento em 22 deste mês. Vale lembrar que as ações já ficaram ex-JCP.

Estimativas positivas para a CVC (CVCB3).
A operadora de turismo deverá apresentar bom crescimento no segundo trimestre de 2018, tanto pela evolução das suas operações quanto pelas aquisições realizadas, com destaque para o grupo Trend ao final do ano passado. Na comparação com o 2º Trim/17, estima-se que a receita líquida e o EBITDA aumentem ao redor dos 20% e 30%, respectivamente, diante da integração das empresas, já o lucro líquido fique 60% maior em função da queda dos juros entre os períodos, todos os números de acordo com a mediana das projeções de mercado. Os ativos CVCB3 poderão ficar no campo positivo na expectativa de mais um bom resultado.

Boas expectativas para o resultado da JSL (JSLG3).
Depois dos ótimos números da Movida (MOVI3), subsidiária da companhia, que destacamos acima, hoje após o pregão será a vez de conhecer o desempenho consolidado do grupo logístico. Em relação ao 2º Trim/17, as projeções de mercado dão conta de um avanço próximo a 5% para a receita líquida, de 17% para o EBITDA e de 24% para lucro líquido neste período. Em nossa avaliação, os papéis da JSL encontram-se bastante descontados em bolsa e esse resultado trimestral pode dar novo fôlego para a valorização dos ativos.

B3 (B3SA3) também solta seu balanço hoje.
As estimativas de mercado indicam que a bolsa paulista irá registrar forte crescimento. Para a receita líquida se espera salto na casa dos 24% e já para a geração de caixa a alta fique acima dos 60%. Para o lucro líquido, estima-se que venha ao redor dos R$ 700 milhões, muito superior aos R$ 163,3 milhões reportados há doze meses. O panorama para as operações segue bastante positivo em razão da elevada volatilidade de mercado que contribui para o volume negociado em suas plataformas e se traduz diretamente em faturamento para a B3. Neste contexto, podemos ver as ações B3SA3 no campo positivo no pregão de hoje.

Sabesp (SBSP3) divulga resultado hoje, após o pregão.
A Sabesp deve apresentar números melhores frente ao 2T17, sobretudo em razão do reajuste tarifário de 7,8% aplicado em outubro do ano passado. Estimativas apontam para um EBITDA de R$ 1,3 bilhão, crescimento de mais de 20% na comparação anual, e queda de quase 5% ante o 1T18. Já o lucro líquido deve ficar pressionado pelo impacto do câmbio sobre o resultado financeiro da Sabesp. Todavia, a divulgação não deve trazer grandes novidades e, portanto, não deve influenciar de forma expressiva suas ações.

Iochpe Maxion (MYPK3) deve apresentar balanço forte neste 2T18.
Seguindo os resultados do setor de autopeças já divulgados, a Iochpe também deve ter bom desempenho, alavancado não só pela retomada da demanda doméstica, mas também para alta das vendas na Europa e nos Estados Unidos, que serão favorecidas não só pelo crescimento econômico, mas também pela apreciação do dólar no período em análise. O faturamento deve ficar em torno de R$ 2,2 bilhões, alta de cerca de 20% em um ano, com EBITDA avançando cerca de 15% na mesma base de comparação, segundo a média das estimativas.

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