Quinta-feira, 8 de novembro de 2018

 
 

Bom dia,


Inflação desacelera. Na primeira semana de novembro, o IPC-S registrou variação de 0,48%, mostrando leve desaceleração frente aos 0,53% da última leitura. Esse desempenho reflete a deflação no grupo habitação, puxada pela queda na tarifa de eletricidade, que foi parcialmente compensada pela aceleração no preço dos alimentos.

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Dados da China surpreendem. A balança comercial da China atingiu superávit de US$ 34 bilhões em outubro, em reflexo da alta de 15,6% nas exportações e de 21,4% nas importações. Os números superaram não só os dados de setembro mas também as estimativas, que apontavam para uma desaceleração para 11% no avanço das exportações e de 14% das importações.

FOMC é destaque nos EUA. A autoridade monetária americana anuncia sua decisão para a taxa de juros no final da tarde, com a expectativa de manutenção nessa reunião. Ainda assim, o comunicado da instituição é bastante aguardado para maiores pistas sobre a tocada da política monetária após as eleições legislativas dessa semana.

Bolsas em direções opostas. Na Ásia, o pregão foi mais positivo, seguindo o otimismo de ontem do mercado americano após as eleições. Já na Europa, os índices operam majoritariamente no vermelho, mesmo sinal dos futuros americanos, sinalizando uma realização após a alta de ontem, enquanto espera sinalização do comitê de política monetária nos EUA.

 

Resultado sólido do BB (BBAS3) e anúncio de JCP. O banco entregou crescimento, ainda que modesto da carteira de crédito nesses três meses, com destaque para a carteira PF, que teve o maior aumento no período. Além disso, destaque para o controle de despesas e a retração da inadimplência, que voltou para um patamar abaixo da média dos players do mercado. O bottom line foi 5% maior que o do 2T17, mesmo com leve retração da margem financeira bruta. O banco anunciou revisão para baixo do guidance para margem financeira bruta desse ano e JCP no valor já líquido de IR de R$ 0,3543 por ação. Yield é de 0,85% e os papéis ficam ex no dia 22 desse mês. Pagamento no dia 30 de novembro. Mesmo com a revisão para baixo do guidance, acreditamos em um impacto positivo dos resultados do banco, tendo em vista a melhora na sua lucratividade.

Queda nas vendas pressiona margens da MRV (MRVE3). A companhia já havia reportado a prévia mostrando desaceleração nas vendas nesse trimestre, o que afetou o crescimento da receita, muito aquém do ritmo que a companhia já entregou no passado recente. Com isso, as margens da MRV vieram comprimidas, mas vale destacar positivamente o bottom line crescendo mais que a receita, por conta de um resultado financeiro bem saudável, e a forte geração de caixa do período. Não esperamos uma reação forte do mercado aos números, tendo em vista que a prévia operacional já tinha antecipado essa tendência. Como a companhia destacou uma instabilidade no processo de repasse das vendas no Estado de SP e aumento do volume da venda garantida como responsáveis pela queda nas vendas trimestrais, a expectativa é que no 4T18, o ritmo volte a se acelerar. O mercado deve acompanhar isso de perto.

Números sem novidades da Multiplus (MPLU3). A companhia entregou receita flat na comparação com o 2T18, com leve evolução da margem operacional, mas retração no bottom line, por conta da queda das suas receitas financeiras pela redução dos juros. O resultado não trouxe grandes surpresas e os papéis devem seguir respondendo mais ao processo de fechamento de capital anunciado pelo controlador.

Números saudáveis da São Carlos (SCAR3). A companhia viu sua receita de locação cair 16,5% na comparação com o 3T17, mas isso se deve às vendas de ativos que ocorreram entre os períodos. Considerando a mesma base de imóveis, a receita teria apresentado um crescimento de 5,3%. A companhia conseguiu manter suas despesas sob controle, o que aliado à redução das suas despesas financeiras pela queda na alavancagem com as vendas de ativos, levou a uma expansão na margem FFO. Sempre lembrando que o FFO é uma espécie de lucro líquido ajustado utilizado pelo setor. A companhia ainda anunciou a sua revisão anual do valor do portfólio e estima que descontando as dívidas, o valor da companhia é de R$ 56,20 por ação. Bem acima dos R$ 31,00 do fechamento de ontem.

Wiz (WIZS3) tem boa evolução. Destaque para o crescimento da receita com produtos de bancassurance, especialmente seguros patrimoniais. Com custos e despesas crescendo abaixo da receita, a companhia conseguiu entregar melhora nas margens, mesmo desconsiderando uma receita extraordinária desse trimestre. O grande risco para o papel ainda é o processo competitivo que a Caixa Seguridade vai realizar para definir quem será a corretora no balcão Caixa após o encerramento do contrato da Wiz em 2021. Vale lembrar que não há um cronograma definido, dependendo da definição dos parceiros da Caixa Seguridade em ramos fora do novo acordo com a francesa CNP.

Números da Valid (VLID3) mostram melhora. A companhia foi beneficiada pelo patamar do câmbio por conta das suas operações no exterior, mas mesmo no Brasil, a Valid entregou boa expansão da receita, muito pelo bom desempenho da sua divisão de identificação. A companhia entregou crescimento em todas as suas linhas de negócio. No trimestre ainda foi realizada uma provisão de R$ 9,9 milhões, ainda assim, o bottom line cresceu de R$ 15,8 milhões no 3T17 e R$ 13,5 milhões há três meses, para R$ 23,8 milhões no trimestre em análise. A melhora nas margens vem muito por conta do trabalho de controle de custos da empresa.

Resultado pressionado da CSU (CARD3). A companhia entregou leve crescimento de receita na divisão de processamento de cartões, mas o crescimento do G&A, das despesas com marketing e os números muito pressionados da divisão de call center, levaram a uma retração de 8,8% no EBITDA consolidado. O lucro líquido saiu de R$ 8,4 milhões há três meses para R$ 7,0 milhões no trimestre em análise. Entre os destaques positivos, as iniciativas da companhia em projetos de inovação na divisão de cartões e a volta no segmento de adquirência em parceria com o Grupo Martins. São fatores que devem beneficiar os números da companhia no médio/longo prazo, mas consideramos que os números mais fracos desse trimestre devem pesar no curtíssimo prazo.

Azul (AZUL4) tem boa evolução da receita, mas margens pressionadas. Dentro do esperado, o resultado da cia aérea nesse trimestre trouxe expansão de 22,6% no top line, mas com margens muito pressionadas pela elevação dos custos puxados pelo preço do combustível e pela variação cambial. Com essas pressões, a companhia comentou que deve entregar os indicadores desse ano mais próximos do piso do seu guidance. Como os números já eram largamente esperados, não vemos um impacto muito forte nos papéis.

Números ainda muito pressionados da Mills (MILS3). A companhia viu sua receita diminuir nos dois segmentos de atuação, mostrando que o mercado continua muito desafiador. Destaque positivo para a evolução do EBITDA desconsiderando todos os itens não recorrentes. Mas, se considerarmos esses itens, o número ainda seria negativo, assim como o bottom line. O prejuízo nesse trimestre foi de R$ 32,6 milhões. Ainda vemos um risco muito grande atrelado aos papéis da companhia, dessa forma seguimos não recomendando exposição a eles.

Resultado da Movida (MOVI3) em linha com o 2T18. A companhia trouxe números muito parecidos com o de três meses atrás, com a evolução da receita de aluguel sendo parcialmente compensada pela retração na receita de venda de ativos. As margens vieram um pouco mais pressionadas, por conta de um crédito de PIS/COFINS contabilizado no 2T18. Não esperamos uma forte reação do mercado aos números da companhia.

Senior Solution (SNSL3) tem alta no top line, mas queda no lucro. A companhia conseguiu entregar crescimento orgânico de 6,6% na receita líquida, com destaque para a forte expansão das receitas de serviços. Mas isso não se transformou em ganhos de margens, especialmente pela elevação dos gastos com pesquisa, desenvolvimento e inovação, contabilizados como custo na unidade de software. Esperamos uma reação mais negativa do mercado à divulgação.

Números fracos da Ultrapar (UGPA3). Com impactos residuais da greve dos caminhoneiros, uma base de comparação forte e o contexto setorial e macroeconômico ainda bastante desafiador, o resultado da Ipiranga seguiu bastante pressionado neste trimestre.  Já na Oxiteno e na Ultragaz a queda no volume vendido foi compensada pela variação cambial e pelas iniciativas adotadas para redução de custos e despesas. Mas, ainda assim, no consolidado, o EBITDA ajustado recuou mais de 30% na comparação anual, com margem de apenas 3,6% (queda de 2,4 p.p. no período). Soma-se a isso o aumento de sua dívida e a alavancagem da companhia saltou para quase 3x dívida líquida/ EBITDA, contra os 1,7x registrados há doze meses e 2,5x há três. Suas ações devem responder de forma negativa ao resultado, que foi ainda mais fraco do que já era previsto.

Resultado da Cosan (CSAN3) ainda pressionado. O desempenho da Raízen Energia foi pressionado pelo menor preço do açúcar no mercado internacional, bem como pela mudança em sua estratégia de comercialização da safra, que ocasionou em uma redução no volume vendido neste trimestre. Já na Raízen Combustíveis houve impactos residuais da greve dos caminhoneiros e forte redução no volume de vendas, com destaque para a retração anual de 7% em gasolina equivalente. Os resultados da Comgás e da Moove, por outro lado, foram positivos, impulsionados pelo maior número de conexões e pela expansão das operações internacionais, respectivamente. De toda forma, o EBITDA consolidado da Cosan caiu 25% em um ano, e a margem foi 4,7 p.p. inferior no período, ficando em 7,8%. Esse desempenho já era esperado e, portanto, deve exercer influência apenas marginalmente negativa sobre os papéis CSAN3 hoje.

Tupy (TUPY3) segue com números fortes. Outro bom desempenho da Tupy, mesmo com impactos pontuais sobre a rubrica de custos. O volume de vendas total avançou 7,7% frente ao mesmo período do ano anterior, puxado pela demanda vinda do setor de veículos comerciais nos EUA, que foi parcialmente compensada pela alienação na unidade de granalhas e pelo reposicionamento comercial de alguns produtos. Nos custos pesou a readequação da jornada de trabalho de Joinville, que a companhia estima que traga efeito positivo partir de 2019, o ramp up de novos produtos e aspectos como a reoneração da folha de pagamentos e a redução do REINTEGRA. Entretanto, o EBITDA avançou 20% no período e o lucro subiu 16% ante o 3T17. Além do balanço, a companhia anunciou a distribuição de dividendos e JCP no valor líquido de R$ 0,3173 por ação, que equivale a um yield de 1,6%. Os papéis TUPY3 ficarão ex proventos na próxima terça feira (13/11) e o pagamento deve ocorrer ainda esse mês, no dia 26.

CSN (CSNA3) reporta bom desempenho. No segmento de siderurgia, a melhora se deve principalmente a retomada, ainda que gradual, da demanda doméstica e do reajuste de preços. Já em mineração, além da cotação da commodity ainda atrativa a variação cambial também contribuiu para números mais fortes. O maior dispêndio com matérias-primas foi, em boa medida, compensado pela maior diluição dos custos fixos, enquanto a menor despesa financeira alavancou o lucro líquido do trimestre, que passou dos R$ 256 milhões registrados no 3T17 para R$ 752 milhões agora. Outro ponto de atenção é sua alavancagem financeira, que apesar da ligeira redução, segue preocupante, com a relação dívida líquida/ EBITDA em quase 5x. De toda forma, suas ações devem responder de forma positiva à divulgação.

Carrefour (CRFB3) reporta resultado dentro do esperado. Conforme esperado, a companhia reportou crescimento de 8,1% em sua receita líquida, com as vendas da bandeira Carrefour crescendo 1,8% e o Atacadão tendo elevação de 11,8% no 3T18 em relação ao 3T17. No 3T8, as vendas mesmas lojas do Carrefour Varejo ficaram 3,0% maiores, impulsionadas pela recuperação dos hipermercados e pelo forte desempenho do e-commerce. O EBITDA apresentou alta de 32,6% na comparação anual, com margem EBITDA ajustada crescendo 1,5 p.p. O resultado final veio 67,6% maior se desconsiderarmos os ajustes em outras despesas. Além do resultado, a companhia anunciou a distribuição de JCP no valor de R$ 0,162 por ação (valor já líquido de imposto). As ações serão negociadas ex-JCP a partir de 13 deste mês e o pagamento será efetuado em 12 de dezembro. O yield desta operação está em 1,0%. Não esperamos uma forte reação do mercado à divulgação já que os números vieram dentro do esperado.

Guararapes (GUAR4) reporta bom resultado. A receita líquida consolidada ficou 11,9% maior na comparação com o mesmo período de 2017. Refletindo o crescimento em todas as suas divisões, com a Midway Financeira crescendo 28,6%, as receitas do Midway Mall se elevando 1,9% e a receita de mercadorias crescendo 11,9% neste 3T18. No critério “mesmas lojas”, houve um crescimento de 2,8% no 3T18. O EBITDA veio 37,9% acima do 3T17, reflexo do aumento nas vendas e um maior controle de custos e despesas no período em análise. O lucro líquido por sua vez ficou 65,2% maior em comparação ao 3T17. Dado o bom desempenho apresentado neste trimestre acreditamos que suas ações irão performar positivamente no pregão de hoje.

Estácio (ESTC3) apresenta números melhores. Mesmo em meio a um cenário bem complicado para o setor de educação depois da queda no financiamento do Fies e do cenário econômico fraco com taxa de desemprego ainda elevada, a companhia conseguiu reportar crescimento em seus números. Com aumento na base de alunos no EAD e a elevação do ticket médio, a receita líquida apresentou aumento de 5,5%, no 3T18 ante o mesmo período de 2017. O EBITDA teve alta de 22,8%, com margem apresentando expansão de 4,5 p.p. se comparada à do 3T17, reflexo de um maior controle nas despesas. Por consequência, o seu resultado final veio maior em 30,2%. A empresa ainda anunciou o pagamento de proventos no valor de R$ 1,3328 por ação. Data ex será o dia 16 deste mês e o pagamento para o dia 21 de dezembro. O yield desta operação está em 5,87%. Desta forma, acreditamos que seus papéis tendem a responder de forma positiva no pregão de hoje.
   
Resultado da BRF (BRFS3) continua pressionado. Neste terceiro trimestre, a companhia apresentou ligeiro recuo de quase 3% no volume comercializado em relação ao ano passado, no entanto a receita líquida se expandiu 0,4% em relação ao 3T17, refletindo principalmente os ajustes de preços de seus produtos. O EBITDA ajustado no 3T18 recuou 35% em comparação com o mesmo período de 2017 sofrendo o impacto do preço dos grãos, que acumulou aumento em torno de 45% nos últimos 12 meses, reduzindo assim a margem bruta da companhia em quase 6 p.p. em relação ao mesmo período de 2017. A companhia continua reportando prejuízo e forte alanvancagem, que acabou se elevando em função da desvalorização do real. A sua dívida líquida / EBITDA atingiu 6,74x. Consideramos que o risco continua muito elevado para os ativos da companhia, tanto pela sua alavancagem e também por conta das investigações da Polícia Federal relativo ao inquérito da “Operação Trapaça”.

Eucatex (EUCA3) reporta resultado melhor, mas a recuperação ainda é lenta. A receita líquida cresceu 2,4%, refletindo a melhora nas vendas de seus dois segmentos, com madeira apresentando elevação ocasionada pelo aumento de preços e pelas maiores exportações. O EBITDA cresceu 10,9% refletindo as maiores vendas, mesmo que neste período tenha apresentado elevação em sua despesa. Por fim, o lucro líquido se retraiu em 72,2% quando comparado ao 3T17, impactado pela variação cambial e pela redução na variação do valor justo do ativo biológico.

Lojas Marisa (AMAR3) irá receber créditos de ICMS. A companhia ganhou ação no STF referente à inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e do COFINS. A companhia terá o direito de reaver, mediante compensação, os valores já recolhidos e não prescritos devidamente corrigidos. Segundo os cálculos da empresa, o montante é de cerca de R$ 780 milhões. Notícia positiva para os papéis da Marisa no dia de hoje.

Via Varejo (VVAR11) entrando no novo mercado. As ações preferenciais e units da Via Varejo deixarão de ser negociadas no dia 26 deste mês, para serem convertidas em ações ordinárias e concluir o processo de migração ao Novo Mercado.

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