Sexta-feira, 8 de junho de 2018

 
 

Bom dia,


Inflação acelera em maio. O IPCA do último mês registrou alta de 0,40% nos preços, acima dos 0,22% registrados um mês antes. A principal responsável por essa elevação foi a conta de luz, que subiu 3,53% nesse mês, peso de 0,12 p.p. do índice. A expectativa é que a tendência siga em junho, especialmente pelo impacto da greve dos caminhoneiros nos preços.

IPC-S avança na 1ª quadrissemana de junho. O IPC-S apresentou variação de 0,70%, 0,29 p.p. acima da taxa registrada na última divulgação. Nesta apuração, seis dos oito componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, com a maior contribuição partindo do grupo alimentação. Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos de transportes, habitação, educação, leitura e recreação, vestuário e comunicação. 

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Atividade perde fôlego na Alemanha. A produção industrial da maior economia da zona do euro recuou 1,0% em abril contra março, na série com ajuste sazonal. Houve retração em praticamente todos os segmentos, com destaque para bens de consumo e bens intermediários, a exceção foi o segmento de construção, que registrou alta de 3,3% no período. Os dados da balança comercial de abril também denotaram arrefecimento na comparação mensal, com o superávit saindo dos € 24,7 bilhões para € 20,4 bi agora, com as exportações caindo 0,3% e as importações aumentando em 2,2% no período.
   
Superávit também diminui na China. No gigante asiático, o superávit comercial atingiu US$ 24,9 bilhões em maio, desacelerando frente aos US$ 28,7 bilhões apresentados no mês anterior e ficando aquém das estimativas. Esse resultado reflete principalmente o maior volume das importações, que avançou 26,0% na comparação mensal, enquanto as exportações cresceram 12,6%. Ainda hoje, já no final do dia por aqui, serão divulgados dados da inflação chinesa, cuja expectativa é de uma leve aceleração em maio, tanto nos preços ao produtor quanto ao consumidor.

Agenda americana. Alguns dados esperados para hoje, mas os mercados devem ficar atentos lá fora à cúpula do G7 que promete ser bem agitada, após as críticas a Trump feitas ontem pelo presidente francês Macron e pelo primeiro-ministro canadense Justin Trudeau. Trump não costuma deixar provocações sem resposta e usou o Twitter para criticar o tamanho do superávit comercial europeu em relação aos EUA e a posição do Canadá em relação aos agricultores americanos. O clima bélico antes da reunião não deve agradar investidores.

Bolsas pressionadas. O clima mais tenso antes do início da reunião do G7, no Canadá, afeta negativamente o humor dos mercados nessa sexta. Dessa forma, as Bolsas orientais fecharam em queda, respondendo também à divulgação da balança comercial chinesa. As notícias vindas da Europa não servem para animar muito os investidores. Dados negativos da Alemanha acabam confirmando a aversão ao risco e pressionando os pregões. Além de acompanhar a reunião dos líderes dos principais países do mundo, o investidor local deve seguir atento ao noticiário político doméstico, que tem movimentado a Bolsa paulista.

 

aJBS (JBSS3) e BRF (BRFS3) podem sofrer com tarifação chinesa. A China vai impor medida antidumping temporária sobre a importação de frango brasileiro, entrando em vigor a partir de amanhã, por considerar que seus produtores vêm sofrendo concorrência desleal do país. Vale lembrar que o Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo, sendo que mais de 50% das exportações do produto são para países asiáticos. Desta forma, acreditamos que as ações da JBS e BRF devem sofrem com essa medida.
   
Movida (MOVI3) conclui nova captação. A locadora de veículos comunicou que foi encerrada a segunda emissão de debêntures, não conversíveis em ações, que totalizou o montante de R$ 450,0 milhões de recursos à companhia. Serão três séries (com o vencimento mais longo em 2023) com juros remuneratórios correspondendo à variação do CDI acrescida de, no máximo, 2,2% ao ano. A nova emissão bem-sucedida poderá contribuir para o desempenho dos ativos MOVI3 em bolsa.

Moody's eleva rating da Eletropaulo (ELPL3). O rating da distribuidora paulista foi de “Ba3” para “Ba2” (ainda em grau especulativo) em escala global, com perspectiva estável. Essa mudança tem em vista o aumento de capital de pelo menos R$ 1,5 bilhão garantido pela nova controladora, a Enel, e a expectativa de que a melhora em termos operacionais favoreça a liquidez e alavancagem da companhia. Contudo, vislumbramos que a novidade deve ter efeito apenas marginal sobre as ações ELPL3 hoje.

Publicamos o relatório de contato direto com a Senior Solution (SNSL3). Nos reunimos com a equipe de relações com investidores da Senior Solution que nos atualizou sobre as estratégias para os negócios da companhia. Confira os principais pontos da reunião, bem como a nossa visão e recomendação para as ações SNSL3 clicando aqui


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