Sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

 
 

Bom dia,


Inflação avança, mas segue controlada. O IPCA registrou variação de 0,32% em janeiro,  acelerando frente aos 0,15% do mês anterior, sobretudo por conta do avanço nos preços de alimentos e bebidas. Entretanto, esse resultado ficou dentro das expectativas do mercado e não altera as projeções para a inflação do ano. Já o IPC-S apresentou alta de 0,53% na primeira quadrissemana do mês, após os 0,57% da última leitura, com a deflação em vestuário sendo compensada pela elevação nos preços de transporte e comunicação, principalmente. 

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Incertezas pressionam bolsas. A solução do conflito entre EUA e China não parece próxima, diferente do prazo para a colocação de novas taxas sobre produtos chineses por parte dos EUA, que já é de menos de um mês. Isso provocaria uma pressão ainda maior no crescimento e ainda há o temor da volta de um shutdown do governo americano, pressionando as bolsas mundo afora. Além da perda de tração da economia chinesa, os dados fracos da atividade na Alemanha mostram um cenário bem mais desafiador na Europa, que vem se agravando com a indefinição quanto à saída do Reino Unido do bloco. Na B3, além dos problemas externos, as incertezas quanto à conclusão da reforma da previdência e os problemas com a Vale tendem a manter o índice pressionado.

 


Bom resultado da IRB (IRBR3). A resseguradora viu seus prêmios emitidos crescerem fortemente na comparação com o 4T17, fazendo a companhia entregar o crescimento anual próximo ao topo do guidance. Da mesma forma, o índice combinado, que é a soma dos sinistros e despesas em relação aos prêmios ganhos, veio dentro do guidance, mas também perto do teto e nesse caso, quanto menor o índice, melhor. Isso se deveu mais ao crescimento dos sinistros, já que as despesas administrativas vieram no piso da projeção de crescimento. O IRB também divulgou o guidance para 2019 e o crescimento mostrado em 2018 está no ponto médio das projeções. A estimativa para a sinistralidade é a mesma que a companhia tinha para 2018 assim como para a elevação das despesas administrativas. A proposta de pagamento de proventos total da companhia é de R$ 893,4 milhões entre dividendos e JCP, sendo que R$ 180,4 milhões foram adiantados em novembro. Utilizando o total de ações atual, descontando as em tesouraria, chegamos a um valor aproximado por ação, já líquido de IR, de R$ 2,277, um yield de 2,65% em relação ao fechamento de ontem. Ainda não há data ex ou de pagamento e os proventos precisam ser aprovados em assembleia.

Números pressionados da BR Proeperties (BRPR3). Além do efeito da venda de ativos, a receita líquida caiu na comparação anual também pela devolução de uma área relevante da Petrobras no Complexo Ventura, no Rio. A vacância mostrou melhora pelo segundo trimestre consecutivo, mas ainda está em um patamar bem elevado, em 19,3% se considerarmos o potencial de receita das áreas vagas. Dessa forma, mesmo com um bom controle de despesas mostrado pela BR Properties nesse ano, as margens vieram mais comprimidas. Os números, no entanto, vieram dentro do esperado, o que deve mitigar o efeito da divulgação nos papéis da companhia.

Lojas Renner (LREN3) reporta bom desempenho. A receita líquida cresceu 16,8% no 4º trimestre se comparado ao mesmo período de 2017, refletindo a boa performance de vendas em todas as suas marcas (Renner apresentou elevação de 16,1% em sua receita líquida, Camicado cresceu 14,7% e a Youcom, 53,7%). O EBITDA cresceu 25,8% e apresentou elevação de margem de 1,9 p.p. na mesma base de comparação. Por fim, o lucro líquido apresentou forte crescimento, motivado tanto pelo bom desempenho operacional quanto pela melhorar em seu resultado financeiro, chegando a fechar o ano na casa do bilhão. Além do bom desempenho, a companhia anunciou bonificação de ações, para cada dez ações detidas, o investidor terá direito a uma nova. A data de corte será definida após aprovação em assembleia.

Petrobras (PETR4) fará provisão no 4° trimestre. Em razão de mais um processo vindo dos Estados Unidos pela Operação Lava-Jato, dessa vez por um "contrato de serviços de perfuração obtido mediante corrupção", a Petrobras irá provisionar US$ 622,02 milhões em seu balanço, no quarto trimestre. Esse montante está relacionado com o resultado do Tribunal Arbitral, ocorrido em julho do ano passado, onde foi definido que a Petrobras teria que indenizar a Vantage pela rescisão antecipada do referido contrato e faturas relativas à perfuração de um poço no Golfo do México. A Petrobras, entretanto, contestou a ação e segue buscando sua anulação de forma "veemente". Em março, no dia 08, deve ser realizada uma audiência final sobre o caso, na Corte Federal do Texas. De toda forma, suas ações devem responder de forma negativa à novidade.

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