Quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

 
 

Bom dia,


Inflação segue benigna. O IGP-DI apresentou variação de 0,07% em janeiro, após os -0,45% registrados no mês anterior, sobretudo em razão da aceleração nos preços ao consumidor, puxada pela alta sazonal em itens de educação e transportes. Entretanto, mesmo com a inflação corrente e as projeções benignas, o comunicado do Copom foi cauteloso, afastando a possibilidade de novos afrouxamentos monetários no curto prazo, devido às inúmeras incertezas que ainda recaem sobre a efetividade das reformas fiscais e o cenário externo desafiador. 

aBolsas apontam para mais um dia pressionado. Sem grandes novidades nos principais assuntos lá fora e com os prazos ficando apertados para os acordos entre EUA e China, Trump e os democratas e o Reino Unido e a UE, as Bolsas ainda respondem aos sinais mais negativos de algumas das principais economias do mundo. Hoje, foi a produção industrial da Alemanha que seguiu no campo negativo em dezembro, caindo 0,4% na comparação com novembro e 3,9% contra dezembro de 2017. Ainda na Europa, o mercado aguarda o final da reunião do BoE, que deve manter a taxa básica de juros no Reino Unido em meio às negociações do Brexit. Nos EUA, a falta de definição nos principais assuntos também deve pesar. 

          


Resultado sólido da Klabin (KLBN11), com margens pressionadas. O volume de vendas de papel e celulose ficou praticamente estável na comparação com o 3T18 e com o 4T17, mas a receita avançou 21% na comparação anual, por conta da variação do câmbio entre os dois períodos. Na comparação trimestral a receita ficou flat. Nesse trimestre, houve alguma pressão de custos, o que acabou impactando a margem EBITDA, que veio de 44% há três meses para 41%. Destaque aqui para o maior volume de madeira comprada de terceiros, além disso, o impacto positivo pela geração de energia foi menor que no 3T18, dessa forma, o custo caixa por tonelada produzida saltou de R$ 628 para R$ 700, o que levou a uma queda de 9% do EBITDA nesses três meses. A alavancagem da Klabin seguiu caindo, chegando a 3,1x o EBITDA, contra 3,4x ao final do terceiro trimestre. Consideramos os números abaixo do esperado.

Novos problemas para Vale (VALE3).
A autorização provisória da Vale, para operar a barragem de Laranjeiras, foi cancelada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, que também determinou a suspensão imediata das operações na Mina de Jangada, por entender que sua licença está unificada à da Mina Córrego de Feijão. A Vale destaca, entretanto, que a barragem de Laranjeiras foi construída pelo método tradicional (diferente do utilizado na barragem que rompeu, em Brumadinho - MG) e possui atestado de estabilidade vigente. Para retomar as operações de Brucutu, interrompidas por decisão judicial, como destacamos na publicação matinal de ontem, agora, é necessário também a concessão de uma nova autorização ou licença para operação da barragem de Laranjeiras. Ademais, a mineradora terá que transferir R$ 13,44 milhões para o governo de Minas Gerais, em caráter de urgência, a fim de cobrir os gastos emergenciais, até agora cobertos pelo Estado. Os papéis da companhia, portanto, devem seguir pressionados no curto prazo.

BRF (BRFS3) vende seus ativos na Europa e Tailândia.
A Tyson Foods estabeleceu acordo com a BRF para adquirir os ativos pelo valor de US$ 340 milhões. Desta forma, a companhia conclui o seu plano de desinvestimento, o que irá melhorar o seu capital de giro e reduzir a sua alavancagem. A BRF havia inicialmente previsto obter R$ 5 bilhões com os desinvestimentos, entretanto, o total arrecadado foi de R$ 4,1 bilhões. Já considerando essas vendas, a sua dívida líquida/EBITDA ficaria em torno de 5x, antes dos desinvestimentos, estava em 6,74x. A intenção da empresa é chegar a aproximadamente 3,65x no final desse ano. A BRF tem uma posição de caixa estimado em aproximadamente R$ 7 bilhões em dezembro de 2018 (número preliminar e não auditado). O impacto esperado das vendas no top line é de aproximadamente 11% a 13%, já no EBITDA o impacto negativo é na casa dos 5% a 6%. Os números do 4T18, que devem sair no dia 28 desse mês, devem ser pressionados pelos maiores custos e despesas, além do impacto do fechamento do mercado internacional. No entanto, segundo a própria empresa, seus números devem começar a melhorar a partir de 2020. Acreditamos que suas ações irão performar positivamente no pregão de hoje pela conclusão de seu plano de desinvestimento.

AGENDA DE DIVIDENDOS



AGENDA DE RESULTADOS



Bons negócios