Sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

 
 

Bom dia,


Deflação em novembro. A queda já era esperada para o IPCA nesse mês, que teve variação negativa de 0,21%, com destaque para o recuo dos preços dos combustíveis e energia, pela mudança na bandeira tarifária. Esse resultado é o menor já registrado desde junho de 2017 e o menor para um mês de novembro desde a implantação do plano real. O IGP-DI também apresentou deflação, caindo 1,14% em novembro, depois de subir 0,26% no mês anterior.

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Mercado de trabalho e Fed no radar. Nessa sexta-feira, a agenda norte-americana conta com indicadores importantes do mercado de trabalho, como a taxa de desemprego e o ganho médio por hora em novembro. A expectativa é estabilidade na taxa e leve aceleração nos ganhos, com o número de criação de empregos arrefecendo frente à leitura anterior. Junto a esses dados, o discurso de Lael Brainard, diretora do Fed, é importante para balizar as apostas em torno da condução da política monetária em 2019. Ademais, será divulgada a prévia da confiança do consumidor em dezembro, que também deve denotar ligeira desaceleração.

PIB da zona do euro mostra crescimento menor. O PIB do 3º trimestre da zona do euro cresceu 1,6% contra igual período do ano passado. O resultado ficou abaixo das estimativas do mercado que esperavam por uma elevação de 1,7%. Esse desempenho é o pior já registrado na economia da zona do euro desde o primeiro trimestre de 2013.

Alemanha apresenta queda inesperada na produção industrial. A queda foi de 0,5% em outubro ante setembro, segundo dados com ajustes sazonais, frustrando as projeções de mercado que apontavam por uma alta de 0,4% na produção.

Bolsas ensaiam recuperação. Os temores em relação à desaceleração econômica global continuam, não temos grandes novidades quanto às negociações entre EUA e China e a reunião da OPEP não foi seguida de um anúncio formal de corte da produção, já que hoje os membros da organização se reúnem com outros produtores, em especial a Rússia, para discutir o panorama da oferta da commodity no ano que vem. Mesmo sem essas definições, os mercados americanos se recuperaram no decorrer do pregão de ontem, as Bolsas asiáticas fecharam majoritariamente no campo positivo ou ao menos próximas da estabilidade e as europeias operam no azul após a abertura. O fator que traz otimismo aos mercados é a notícia do WSJ de que o Fed considera fortemente uma postura mais dovish nas próximas reuniões, o que poderia ser sinalizado já no comunicado da reunião desse mês, quando deve subir os juros. Investidores devem acompanhar de perto os dados do mercado de trabalho americano, que influenciam a decisão do comitê, além de seguir acompanhando as reuniões na OPEP e o congresso, na Alemanha nesse final de semana, do partido da primeira-ministra Angela Merkel, onde o próximo mandatário alemão pode ser definido.

 

Eztec (EZTC3) divulga guidance para 2019. A companhia estima lançar entre R$ 1 bi e 1,5 bi no próximo ano. Até o 3T18, a Eztec tinha lançado dois empreendimentos no ano, com valor de R$ 210 milhões e adquirido uma participação em outro, correspondente a um VGV de R$ 24 milhões. Agora no último trimestre do ano, já foram R$ 517,8 milhões lançados, somando R$ 751,8 milhões, que é o ponto médio do guidance para o ano fechado (entre R$ 500 milhões e R$ 1 bi). Considerando os lançamentos atuais, o guidance para o próximo ano representa um aumento entre 33% e 100%. Mesmo no ponto mínimo, seria o melhor ano em lançamentos desde 2014, quando eles ficaram em R$ 1,06 bi. Consideramos que o mercado deve receber bem a projeção para o próximo ano.
   
Fusão da Embraer (EMBR3) com a Boeing suspensa. A justiça de SP suspendeu provisoriamente a fusão entre as empresas. Na decisão, o juiz disse querer evitar um movimento irreversível das companhias, tendo em vista a proximidade da posse do novo governo e do recesso do Poder Judiciário. Ou seja, parece uma postura contra o timing da fusão e não contra a fusão em si. Dessa forma, não consideramos que isso deve ter um impacto muito relevante nos papéis da companhia.

Tietê (TIET11) distribuirá proventos.
A companhia irá distribuir JCP no valor líquido de R$ 0,1023 por unit, o que corresponde a um yield de 0,9% frente a cotação de ontem. Os papéis ficarão ex na próxima quarta-feira (12/12).

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