Sexta-Feira, 7 de abril de 2017

 
 

Bom dia,


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Com mudanças na Reforma da Previdência, estimativa de redução de gastos cai 17%. Segundo cálculos divulgados pela própria Casa Civil, a flexibilização da proposta em cinco pontos pode reduzir a economia prevista em R$ 115,26 bilhões em dez anos, frente a economia de R$ 678 bilhões estimada inicialmente. Os pontos que devem ser alterados são: a regra de transição, que deve ser mais branda, o benefício assistencial pago a idosos e pessoas com deficiência, a previdência rural, além de condições diferenciadas para professores e policiais. A equipe econômica do governo reiterou que mesmo diante dessas prováveis mudanças, a proposta preserva a meta de estabilizar os gastos com previdência em até 9% do PIB, porém a redução dos custos menor do que a prevista traz certo temor quando ao cumprimento do teto dos gastos públicos a partir de 2020.

IPCA desacelera e se aproxima ainda mais do centro da meta. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo avançou 0,25% em março, desacelerando frente a alta de 0,33% de fevereiro e a  variação de 0,43% registrada doze meses atrás. A deflação registrada no grupo de transportes e comunicação aliada a normalização nos preços da classe educação foram os principais responsáveis por tal desempenho. No acumulado dos últimos doze meses o índice registra alta de 4,57%, bem próximo ao centro da meta do BC. Com isso, a expectativa de que o Copom, na próxima semana, vai cortar os juros em 1,0 p.p. deve ser ainda mais unânime
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Agenda carregada nos EUA, mas política deve ser destaque nessa sexta. Entre os indicadores, o mercado deve ficar atento aos números do payroll, após os dados de emprego no setor privado terem surpreendido positivamente no meio da semana. O dado é importante pois é um dos principais balizadores da política monetária americana e nessa semana a ata do FOMC já pegou boa parte do mercado desprevenido após anunciar que pretende reduzir seu estoque de títulos. Mas o que movimenta os mercados desde a noite de ontem, é o anúncio dos ataques norte-americanos em retaliação ao ataque químico que atingiu áreas controladas por opositores do regime sírio. As principais dúvidas após os ataques dizem respeito à relação do governo americano com o governo russo, aliado do ditador sírio. Esse fator deve elevar a aversão global ao risco e levar a uma reprecificação dos ativos. O ataque também dá novos contornos a reunião de Trump com seu par chinês, onde, além de questões comerciais, o assunto Coreia do Norte deve ter bastante relevância, o que tem potencial “nitroglicerínico”. Ou seja, essa sexta-feira promete ser dos dias mais agitados.

Produção industrial do Reino Unido reduz em 0,7% em fevereiro. A produção industrial do Reino Unido caiu 0,7% em fevereiro ante janeiro, segundo dados do ONS, o escritório nacional de estatísticas britânico, ficando menor do que o previsto pelo mercado que projetava uma redução de apenas 0,1%. Na comparação anual, a indústria ampliou a produção em 2,8%. No entanto, a perspectiva de mercado apontava para um acréscimo de 3,3%. Já na Alemanha a produção industrial subiu 2,2% em fevereiro, surpreendendo o mercado que estimava queda, de 0,3%, na atividade. No confronto anual, a produção geral da indústria alemã elevou-se 2,5% em fevereiro. 

Bolsas em ritmo de cautela. A reação dos mercados às notícias do ataque americano na Síria é de cautela, com as Bolsas oscilando pouco, sem um sinal definido. O dia deve ser de expectativa sobre o desenrolar da crise iniciada pelo ataque químico de terça-feira. Além disso, parte mais relevante da agenda econômica está concentrada na manhã americana, com o payroll. Entre as commodities, o minério fechou em forte queda nessa sexta, enquanto as cotações do petróleo avançaram bastante na madrugada, o que deve ter grande impacto na Bolsa paulista.

 
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Petrobras (PETR4) reduz preço do GLP. A companhia anunciou a redução de 4%, a partir de amanhã (08/04), do preço do GLP (gás liquefeito de petróleo) vendido em botijões maiores do que 13 kg e a granel. Com isso a estatal interrompe o ciclo de alta nos preços visto no último ano, quando houve dois aumentos, e busca realinhar a preço do combustível a cotação internacional, em linha com sua nova política de precificação. A notícia em si deve trazer pouco impacto para os papéis PETR4, que podem se favorecer com a alta do petróleo hoje.

Cemig (CMIG4) adia, mais uma vez, divulgação de resultados. A estatal mineira postergou, pela terceira vez, a divulgação de seu balanço, referente ao último trimestre do ano passado e ao desempenho consolidado de 2016, para a próxima terça-feira (11/04). A assembleia geral ordinária também foi adiada, dessa vez para o dia 12/05.

Copel (CPLE6) elege novo diretor-presidente da Copel Distribuição. A Copel anunciou que Maximiliano Andres Orfali é o novo presidente da sua subsidiária, em substituição a Antonio Sergio de Souza Guetter. Orfali tem vinte e dois anos de carreira na companhia, foi gerente em diversas áreas e atuava como superintendente de gestão empresarial.  Como trata-se de uma indicação técnica e não política, os papéis podem reagir de forma marginalmente positiva.

Balanço operacional da B3 - BM&FBovespa (BVMF3). No mês de mar/17, o segmento Bovespa movimentou R$ 189,0 bilhões, salto de 14,4% frente aos R$ 165,2 bilhões registrados em fev/17. Entretanto, o balanço de negociação dos investidores estrangeiros com ações ficou negativo em R$ 3,34 bilhões nesse período. No BTC (empréstimos de ações), houve aumento no volume financeiro, com o empréstimo de ações atingindo R$ 64,9 bilhões no mês passado, ante a marca de R$ 56,8 bilhões em fev/17. Já no segmento BM&F, os mercados derivativos totalizaram 91,7 milhões contratos negociados e volume financeiro de R$ 6,0 trilhões, frente os 72,5 milhões de contratos negociados e giro de R$ 4,7 trilhões no segundo mês deste ano. Ao final do último pregão de março, o número de contratos em aberto foi de 42,7 milhões de posições, superior aos 38,9 milhões do mês imediatamente anterior.

Captação de alunos da Ser Educacional (SEER3). A instituição de ensino superior apresentou os números da captação de alunos no 1º Sem/17 em que foram matriculados 46,1 mil novos alunos de graduação em comparação a 39,9 mil novos alunos no mesmo período em 2016. O destaque do trimestre foi, mais uma vez, o segmento de ensino à distância, que teve crescimento de 52,4%, tendo matriculado 4,0 mil alunos, comparado a 2,6 mil alunos no 1º Sem/16 e que ainda possui grande potencial de escala para as operações da companhia. O segmento de graduação presencial registrou elevação de 12,7% em suas matrículas e passou de 37,3 mil estudantes para 42,0 mil agora. Esse aumento ocorreu, principalmente, em virtude do credenciamento de novos cursos e novas unidades. Por fim, o percentual de alunos captados por meio de créditos estudantis passou de 24,7% no 1º Trim/16 para 23,3% nesse primeiro ciclo de captação de 2017, tendo o FIES, sozinho, participado de 17,8% da captação em comparação a 19,7% no mesmo período em 2016. As ações SEER3 deverão reagir positivamente em bolsa hoje.

BrPharma (BPHA3) tenta se salvar. BTG (BBTG11) vende pariticipação. O BTG Pactual vendeu sua participação de 94,49% na BrPharma para a gestora de fundos norte americana Lyon Capital pelo valor simbólico de R$ 1.000,00. Ainda na operação foi acertada uma emissão de debêntures no valor de R$ 400 milhões, que terão como garantia, aval e fiança da Lyon e da BrPharma. As debêntures terão juros correspondentes a 100% do CDI, com o valor principal e os juros devendo ser pagos entre março de 2022 e abril de 2047. A subscrição será privada e o BTG se comprometeu a adquirir todos os títulos não subscritos.

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Bons negócios.