Quinta-feira, 6 de setembro de 2018

 
 

Bom dia,


Todos sobem no Ibope menos Marina. Na primeira pesquisa pós-horário eleitoral gratuito e pós-impugnação da candidatura petista, Bolsonaro se consolidou ainda mais na liderança e Ciro Gomes foi quem mais ganhou intenções de votos (+3%). Alckmin, Haddad e João Amoedo também avançaram, 2% a mais para cada. Apenas Marina Silva, que tem pouco tempo de TV e não tem o mesmo engajamento de Amoedo nas redes sociais ficou estagnada em relação à última pesquisa, o que o mercado pode encarar como um sinal de fraqueza da sua candidatura. De resto, nada definido, já que ainda há a expectativa em torno da força do tempo de TV de Alckmin e da transferência de votos de Lula para Haddad no restante da campanha.

IPCA é destaque da agenda interna. O índice oficial de inflação apresentou retração no último mês, de 0,09%, pressionado pelos preços dos alimentos, que caíram 0,34%. A título de curiosidade, o item cujo preço mais caiu foi a cebola, 22,19% mais barata nesse mês, após cair mais de 30% em julho. Voltando ao índice, a linha de transportes também apresentou deflação, com destaque para passagens aéreas e combustíveis. A inflação comportada é um ponto favorável na condução da política monetária.

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Dia agitado nos EUA. Dentre os diversos indicadores que serão divulgados nesta quinta-feira, destaque para a evolução do custo e produtividade do trabalho no segundo trimestre, que deve manter o mesmo ritmo da leitura anterior, trazendo um alívio quanto às expectativas de inflação. Números do setor de serviços, em agosto, também ficam no radar, bem como o volume de encomendas à indústria em julho. Ademais, vale ficar atento aos próximos passos de Donald Trump, sobretudo com relação às negociações comerciais com o Canadá e a China.

Bolsas da Ásia caem. Frente aos temores quanto à possível imposição de US$ 200 bilhões em tarifas dos EUA a produtos chineses, os índices asiáticos registram novas perdas nesta manhã. Na Europa, as bolsas ensaiam uma recuperação, com as indicações do governo italiano de que irá cumprir as metas de endividamento no próximo orçamento trazendo um alívio, porém, os ganhos são limitados diante da maior aversão global ao risco.

 
  

CVM não considera Caixa Seguridade controladora indireta da Wiz (WIZS3). Diferente do entendimento da Wiz, a CVM decidiu que a Caixa Seguridade não é sua controladora indireta através da Caixa Seguros Holding. O resultado, ainda que negativo para a Wiz, acaba tirando a última incerteza em cima do acordo aprovado recentemente por acionistas da companhia em torno de sua atuação no balcão da Caixa pelos próximos anos. Agora, nos próximos meses, o papel deve responder a notícias sobre o processo competitivo para quem vai assumir esse papel após 2021. Ainda vemos um risco elevado nos papéis e não recomendamos exposição no curto prazo.

Notre Dame Intermédica (GNDI3) adquire o Grupo Green Line. O valor a ser pago à vista é de R$ 1,2 bilhão menos a dívida do grupo. Esse valor inclui a compra dos imóveis do Hospital Salvalus e do Centro Clínico São Gabriel, que possuem aproximadamente R$400 milhões de valor de mercado. Com essa aquisição, a companhia espera obter ganhos de sinergias a partir de 2019, o que faria com que o múltiplo da transação fosse o equivalente a 7,4x o EBITDA pro forma de 2019. A transação está sujeita a aprovação da ANS e do CADE. O Grupo GreenLine registrou, em 2017, faturamento de aproximadamente R$ 1,0 bilhão e possui uma carteira de 464 mil beneficiários localizados na região metropolitana da cidade de São Paulo, sendo 60% dos beneficiários pertencentes à categoria corporativa, contando com uma rede própria, que inclui dois hospitais (557 leitos hospitalares), dez prontos socorros e nove centros clínicos.

Telefônica (VIVT4) distribuirá proventos. A companhia anunciou que seu conselho aprovou o pagamento de JCP no valor já liquido de impostos de R$ 1,321 por ação ON e R$ 1,4539 por PN. As ações ficarão ex-JCP no dia 18 deste mês, o pagamento desse provento será realizado até o final do exercício social de 2019, devendo a data ser definida pela diretoria da companhia.

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