Quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

 
 

Bom dia,


Reformas continuam em foco. Sem grandes indicadores para o dia de hoje, o mercado já coloca na conta que as propostas não serão aprovadas neste ano, mas acompanha de perto as negociações para 2019, com Paulo Guedes ressaltando a importância de o novo governo utilizar o capital político acumulado nas eleições para aprovar os projetos já no primeiro ano de governo.

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Indicadores modestos da economia alemã. Em outubro, o volume de novas encomendas à indústria avançou 0,3% frente à leitura anterior, puxado pela entrada de novos pedidos vindos da própria zona do euro. Bens de capital e intermediários apresentaram melhora, enquanto a demanda por bens de consumo seguiu claudicante. O PMI da construção também reportou alguma recuperação, com a entrada de novos pedidos se sobressaindo à elevação dos custos. De toda forma, o índice, que voltou a ficar acima da marca dos 50 pontos, ainda segue aquém da média registrada nesse e no último ano.

EUA volta ao radar nesta quinta-feira.
No contexto mais atribulado que temos essa semana, que vamos comentar no texto abaixo, a divulgação da balança comercial de outubro ganha ainda mais relevância e pode servir de munição para Trump. Dados mais negativos de encomendas à indústria também ficam no radar, bem como o discurso do representante do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, que possui direito a voto na última reunião do FOMC esse ano.

Bolsas pressionadas. Quando os investidores acordaram na última segunda, a expectativa era de uma semana mais positiva após o “cessar-fogo” de tarifas acordado entre o presidente americano Trump e o mandatário chinês Xi Jinping. O otimismo durou menos de um dia e de lá para cá as coisas apenas se deterioraram. As preocupações começaram com a inversão da curva de juros nos EUA, com os juros de 2 e 3 anos acima dos juros de 5 anos. Inversão que não ocorria desde 2007 e entendida com um sinal que uma desaceleração econômica se avizinha. Além disso, os investidores começaram a questionar a confiança em um acordo entre os EUA e a China, já que apesar da trégua em novas tarifas por 90 dias, nenhuma outra sinalização positiva foi dada. Hoje, mais um baque nas relações entre os dois países. Foi divulgada a notícia que a CFO da empresa chinesa de tecnologia Huawei, filha do seu fundador, foi presa no Canadá e pode ser extraditada para os EUA, supostamente por infringir as regras da sanção americana ao Irã. O dia é de queda generalizada no exterior e deve contaminar também o mercado doméstico. Outro ponto importante no mercado internacional é a reunião dos países da OPEP, na Áustria, que começa hoje. O mercado aguarda um anúncio de corte pesado na produção para o ano que vem, após as cotações da commodity despencarem no último mês.

    

Dividendo extraordinário da BB Seguridade (BBSE3). Como esperado, a companhia anunciou o pagamento de R$ 1,3523 para os acionistas posicionados ao final do pregão do dia 11 de dezembro, com os papéis “acordando” ex na próxima quarta-feira. O yield é de 4,9% e o pagamento será no dia do primeiro pregão do ano que vem, 2/1/19, uma ótima maneira de começar o ano.

BR Properties (BRPR3) vai emitir debênture para resgatar bônus perpétuo.
A companhia vai emitir R$ 500 milhões a CDI + 1,7% ao ano com prazo de sete anos e vai resgatar o bônus perpétuo emitido no exterior a 9,0% ao ano. Se considerarmos a taxa de juros atual, o custo da debênture é menor, mas utilizando as projeções do Focus, nos próximos anos, o custo passa a ser maior que os 9,0%. Ainda assim, vemos a operação como positiva, pois consideramos que a exposição à moeda estrangeira não faz muito sentido para a companhia sendo que não há um hedge natural em sua operação, como receita em dólar, por exemplo.

Taxa de ocupação da Gol (GOLL4) melhora. A cia aérea divulgou sua prévia de novembro com números mais positivos após uma prévia mais pressionada em outubro. A demanda total cresceu 5,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, puxada pelos voos internacionais, que tiveram uma alta de 30,8% na demanda, com taxa de ocupação 1,9 p.p. melhor. A oferta também foi turbinada por voos internacionais, que tiveram alta de 27,5%. Em voos domésticos, leve alta de 1,1% na oferta e de 2,9% na demanda, também com melhora na taxa de ocupação. Esperamos reação positiva do mercado à divulgação.

Nova regra dos distratos aprovada na Câmara. As incorporadoras devem ter um pregão positivo, hoje, com a aprovação na Câmara do texto que já havia sido aprovado no Senado, regulando o distrato de imóveis. A regra permite a retenção de até 50% do valor pago, quando a construção é feita no regime de patrimônio de afetação, quando há uma SPE com patrimônio completamente apartado da construtora. A retenção é de 25% nos demais casos. Além de definir uma regra clara, o que era um pleito do setor, a penalidade definida para o consumidor que distratar é maior que o valor considerado usual nos casos atuais.

Dividendo da MRV (MRVE3). A incorporadora vai pagar R$ 0,33 por ação para os acionistas posicionados ao final do dia 13 de dezembro, com os papéis ficando ex na sexta da próxima semana. Pagamento será no último pregão antes do Natal, dia 21 de dezembro. Um “presente“ com yield de 2,8% em relação ao fechamento de ontem.

CVC (CVCB3) aprova JCP.
A companhia irá pagar juros sobre capital próprio no valor líquido de R$ 0,3539 por ação. Os papéis ficarão ex no próximo dia 11 e o pagamento será efetuado no dia 20 desse mês. O yield da operação é de 0,60%.

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