Segunda-feira, 6 de agosto de 2018

 
 

Bom dia,


Pequenos ajustes nas projeções econômicas. No Boletim Focus desta semana a mediana das estimativas de mercado para esse ano apurou leve elevação nos índices de inflação. A previsão para o IGP-M foi para 7,74%, ante os 7,67% da semana passada, enquanto que as revisões de 6,40% há quatro semanas para 6,81% na semana passada e agora para 7% na projeção para os preços administrados também gerou ligeiro impacto de alta no IPCA previsto para o fechamento de 2018 (4,11%). No mais, as estimativas para os principais indicadores macroeconômicos seguem em 1,5% para o PIB, 6,5% a.a. para a SELIC e taxa de câmbio encerrando o ano ao redor dos R$/US$ 3,70. Pela agenda de hoje, ainda conheceremos a produção de veículos referente ao mês de julho, na qual se espera observar a continuidade da retomada da atividade após os efeitos negativos da greve dos caminhoneiros em maio.

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Dia de Bolsas de lado, mas pendendo para baixo. Na Europa, o dia é mais pressionado, mas com variações pequenas, próximas da estabilidade, com destaque negativo para a fala do Ministro do Comércio britânico dando conta que um acordo comercial antes da saída do bloco europeu é pouco provável e para a divulgação alemã de pedidos para as indústrias com queda de 4,0% em junho, bem abaixo do esperado. Na China, mesmo sem grandes novidades as Bolsas seguiram mais pressionadas, ainda por temores em relação ao recrudescimento das ações de EUA e China em relação às questões comerciais.

 
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Mais um trimestre pressionado da BB Seguridade (BBSE3). Foi um trimestre com algumas boas notícias, mas mais pontos desfavoráveis. Destaque negativo principalmente para o aumento na sinistralidade nos segmentos de vida e rural que pressionou o resultado do segmento SH1 (vida, habitacional e rural), mesmo com crescimento no top line. Queda de 8,4% no resultado operacional do segmento na comparação com o 2T17. Previdência foi o destaque positivo do trimestre, mais uma vez, com boa evolução no top line, que compensou a queda do resultado financeiro, levando a um bom avanço no resultado líquido da divisão. Em SH2 (patrimônio e automóvel), operação em que o BB está vendendo sua participação para a Mapfre, a queda nas receitas e a pressão no resultado financeiro levaram a uma forte queda no resultado final. Por fim, a Brasilcap, de capitalização mostrou prejuízo, por conta do resultado financeiro negativo em R$ 7 milhões. No consolidado, queda de 4,8% no lucro líquido em relação ao 2T17, ainda que um pouco acima do 1T18, mas aquém do esperado. Dessa forma, a companhia revisou para baixo sua projeção de variação lucro para o ano de 2018 em relação ao ano anterior da faixa de -2,0% a +2,0% para -6,0% a -4,0%, sendo que no primeiro semestre consolidado a queda foi de 6,8%. Por outro lado, a BB Seguridade anunciou dividendos de R$ 0,7808 por ação, payout de 80% em relação ao resultado do semestre e o valor será atualizado pelo CDI do final do 2T18 até a data do pagamento, 21 de agosto. O yield é de 3,1% e o acionista tem até o dia 9 para se posicionar nos papéis, que ficam ex na próxima sexta-feira. O que pode mitigar o efeito negativo do resultado pressionado nos papéis da companhia.

Linx (LINX3) divulga seu resultado após o pregão. A desenvolvedora de softwares para o varejo deverá apresentar bom crescimento, tanto pela evolução de suas operações quanto pelas aquisições realizadas. Na comparação com o 2T17, estima-se que a receita líquida aumente ao redor de 15%, já o EBITDA cresça em maior proporção (18%), por conta da captura de sinergias operacionais das empresas adquiridas. Porém, a linha final da DRE deverá ficar estável entre os períodos basicamente em razão do menor resultado financeiro, diante da redução na posição de caixa e também pela queda na taxa de juros ao longo desses doze meses. Entendemos que os ativos LINX3 já poderão ficar no campo positivo na sessão de hoje.
   
Magazine Luiza (MGLU3) solta hoje seu resultado. A companhia divulgará hoje o seu desempenho do 2T18, onde esperamos bons resultados. Atribuímos essas perspectivas à aceleração de seus investimentos em abertura de lojas, pela sua digitalização e pela melhoria na parte logística, além do aumento na oferta de produtos de terceiros (marketplace). Além disso, este ano também tivemos a Copa do Mundo onde as vendas de televisores acabam se elevando, podendo continuar a apresentar aumento da receita em torno de 20%. Vale lembrar que a companhia está com boa situação financeira para suportar esses investimentos. Desta forma, ainda acreditamos que seus números possam continuar a performar positivamente.

Marcopolo (POMO4) divulga balanço hoje, após o pregão. E as expectativas são positivas, tendo em vista que as exportações devem seguir em alta, sendo impulsionadas pela contínua desvalorização do real, enquanto no mercado interno o destaque fica com o reajuste de preços e ganho de market share. O EBITDA deve mais do que dobrar frente ao 2T17 e o lucro líquido deve registrar alta de mais de 40% no período, segundo a média das estimativas do mercado. Essa perspectiva deve favorecer o desempenho da POMO4 ao longo do pregão hoje.

AES Tietê (TIET11) deve divulgar bom desempenho. Apesar da hidrologia ainda adversa, a Tietê deve apresentar números mais resilientes neste trimestre, por questões como a sazonalização de seus contratos de venda de energia e a incorporação de ativos de geração eólica. O EBITDA deve avançar cerca de 25% na comparação anual, com ganho de 4 p.p. na margem EBITDA, segundo a média das estimativas. Logo, suas ações devem refletir tais perspectivas de forma positiva no pregão de hoje.

Resultado da Taesa (TAEE11) também será divulgado hoje. Sem grandes novidades, o desempenho da Taesa deve ficar ligeiramente aquém do registrado no mesmo período do ano passado, e em linha com o registrado no 1T18, sobretudo por conta da redução de 50% na Receita Anual Permitida de dois empreendimentos. A margem EBITDA da companhia, no entanto, deve seguir elevada, em torno de 84%. De toda forma, a divulgação em si deve ter pouco efeito sobre os papéis da Taesa, mas vale ficar atento à uma possível distribuição de proventos.

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