Quarta-feira, 5 de setembro de 2018

 
 

Bom dia,


Agenda brasileira traz poucos indicadores no dia de hoje. A agenda de indicadores, no dia de hoje, tem apenas os dados do PMI de serviços para agosto que sairá às 10h00. Desta forma, as atenções continuarão no campo político, que está tão incerto que até as pesquisas eleitorais, em âmbito nacional, estão sendo postergadas. Após o indeferimento da candidatura do ex-presidente Lula pelo TSE, os institutos de pesquisa aguardam uma posição do tribunal sobre a participação dos candidatos nas pesquisas.

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Dia de divulgação de indicadores de atividades. O PMI de serviços do Reino Unido apresentou elevação em linha com o esperado pelo mercado. Mesmo com uma melhora na atividade, no período a expectativa das empresas acabou piorando, diante das incertezas quanto aos termos da saída do país da União Europeia. Já a atividade na zona do euro acelerou em agosto, levemente acima da prévia e do observado em julho. No entanto, o ritmo crescimento está abaixo do observado no começo do ano, em decorrência principalmente da guerra comercial iniciada pelos EUA. Já as vendas no varejo na zona do euro mostraram alta de 1,1% em julho na comparação anual, vindo abaixo da projeção de mercado que esperava por uma alta de 1,3% YoY.

PMIs desaceleram na China. As sondagens de atividade mostraram que em agosto a expansão foi ainda menor no gigante asiático, com o PMI composto saindo de 52,3 pontos em julho para 52,0 e o índice do setor de serviços recuando para 51,5 pontos, ante os 52,8. Os resultados vieram aquém das projeções de mercado, pressionando bastante as Bolsas da região.

Agenda americana. Na agenda de indicadores, destaque para a balança comercial de julho, que não deve trazer surpresas com elevação no déficit em relação ao mês anterior, munindo o presidente Trump em sua cruzada comercial, que segue no radar, especialmente as negociações entre EUA e Canadá que fracassaram na última semana. Além disso, o dado semanal de estoque de petróleo pode mexer com a commodity e o mercado segue de olho em sinalizações de presidentes regionais do Fed que participam de uma série de eventos no decorrer do dia de hoje.

Sessão negativa nesta quarta-feira. Mantendo como pano de fundo as tensões comerciais dos EUA com seus parceiros, o dólar voltou a se fortalecer frente às principais moedas, sobretudo de países emergentes, pressionando os mercados bursáteis mundo afora. Na Ásia, a queda foi acentuada também pelos PMIs chineses que detalhamos mais acima. Destaque também para o mercado de commodities, com a baixa acima de 1% nas cotações internacionais do petróleo. E aqui no Brasil, o adiamento na divulgação de pesquisas eleitorais previstas para essa semana poderão também pesar sobre o desempenho da Bolsa paulista.

 
  

Tam quer fechar capital da Multiplus (MPLU3). A controladora da Multiplus anunciou que não pretende renovar o contrato com a empresa, que se encerra no final de 2024, e que fará uma oferta para fechar o seu capital. O preço oferecido é de R$ 27,22, baseado na média (ponderada pelo volume) do preço nos últimos noventa pregões. 11,5% acima do patamar atual dos papéis, que fecharam o pregão de ontem cotados a R$ 24,40, mas abaixo da cotação de menos de um mês atrás, quando estava próxima dos R$ 30, e muito abaixo da máxima de doze meses, que é de R$ 38,36 (já ajustando por proventos pagos). Os papéis devem responder com uma forte alta hoje, mas ainda vemos chance de discussões sobre o valor da oferta à frente.

CVM indefere pedido de adiamento da AGE da Fibria (FIBR3). A autarquia recebeu alguns pedidos para interromper o prazo de convocação da assembleia que vai apreciar a operação envolvendo a companhia e a Suzano, mas indeferiu esses pedidos, então a assembleia segue marcada para o dia 13 de setembro, às 09h30, na sede da Fibria. A proposta também segue igual, de R$ 52,50 mais 0,46 ação da Suzano para cada ação da Fibria. Não esperamos um grande impacto nos papéis.

CVC (CVCB3) avança na expansão internacional. A companhia informou que assinou contrato para aquisição do controle acionário do grupo Bibam e memorando de entendimentos vinculante para futura incorporação da empresa Ola Transatlântica, dois dos principais players do mercado argentino de turismo. Nos termos do contrato com a Bibam, a CVC adquiriu 60% da participação societária por US$ 5,4 milhões (aproximadamente R$ 22,4 milhões) do grupo fundado em 1979 que controla as empresas Biblos e Avantrip e registrou, em 2017, US$ 200 milhões em reservas confirmadas. Já o memorando assinado com a Ola Transatlântica prevê a aquisição de 60% do capital social pelo montante estimado de US$ 14,0 milhões, equivalente à R$ 58,3 milhões considerando a taxa de câmbio atual. A companhia tem mais de quarenta anos de atuação no mercado e no ano passado registrou US$ 285 milhões em reservas confirmadas. Em nossa visão, essas transações na Argentina constituem uma boa oportunidade para as operações da CVC, tanto no tocante ao crescimento quanto em relação às possíveis sinergias entre os grupos. Por fim, o total a ser desembolsado não pressionará a alavancagem financeira da CVC e, portanto, acreditamos que seus papéis irão reagir positivamente.

Rating de crédito da Light (LIGT3) melhora. A Moody's elevou a classificação da companhia para Ba3, de Ba1, em escala global, diante da perspectiva de uma contínua melhora na geração de caixa, devido ao "fortalecimento dos indicadores de qualidade operacional, do controle de custos e dos benefícios advindos da revisão tarifária da distribuidora de energia Light SESA, concluída em março de 2017". Suas ações devem responder de forma positiva à novidade.

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