Terça-feira, 5 de junho de 2018

 
 

Bom dia,


IPC-Fipe em alta. O índice de preços ao consumidor de São Paulo de maio apresentou alta de 0,19% em maio, após variação negativa de 0,03% em abril. Os maiores propulsores deste aumento foram os preços dos alimentos e dos transportes, já impactados pela greve dos caminhoneiros.

Produção industrial avança em abril. A produção industrial avançou 0,8% frente a março, com ajuste sazonal, após ficar em 0,1% em fevereiro e apresentar queda de 0,1% em março. Na série sem ajuste sazonal, em relação a abril de 2017, a indústria cresceu 8,9%, sua 12ª taxa positiva consecutiva e a mais acentuada desde abril de 2013. Com isso, o setor industrial acumula alta de 4,5% no ano e de 3,9% nos 12 meses. Nesse ano, têm se destacado bens de consumo duráveis e bens de capital.

Nova pesquisa mostra o fortalecimento de Bolsonaro. O DataPoder360 divulgou pesquisa em que Bolsonaro lidera com alguma folga a disputa presidencial, variando de 21% a 25% dependendo do cenário. O segundo colocado seria Ciro Gomes com 12%. E as simulações com Alckimin ou Dória não mostraram uma diferença muito grande, com ambos patinando entre 6% a 7%. No segundo turno, Bolsonaro venceria todos os adversários nas simulações.

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PMIs dominam a agenda dessa terça. Após divulgar a maioria dos PMIs industriais na semana passada, a Markit divulga os PMIs do setor de serviços e o resultado composto de uma série de países. Começando na madrugada pelos dados dos países asiáticos que mostraram a continuidade do crescimento moderado das duas principais potências da região. Após atingir a máxima de seis meses em abril, o setor de serviços japonês mostrou uma desaceleração considerável em maio, mas ainda no campo da expansão, enquanto na China, o índice permaneceu estável em relação ao mês anterior, mas bem abaixo do patamar de crescimento visto no mesmo período do ano passado. Na Europa, em linhas gerais, os dados confirmaram as prévias divulgadas há pouco menos de 15 dias, também com crescimento moderado. Os PMIs de serviços de Alemanha e França vieram na mínima de vinte e dezessete meses, respectivamente. No Reino Unido, o setor se recuperou da queda nos meses anteriores, mantendo uma tendência de maior volatilidade nos indicadores econômicos do país no decorrer das negociações do Brexit. Logo mais às 10h saem os dados referentes ao Brasil e logo depois às 10h45 os referentes aos EUA.

Bolsas seguem em tendência de alta. A maior parte dos índices asiáticos fechou em alta nesta manhã, após a Moody's declarar que a reestruturação econômica na China está ganhando tração, o que trouxe ânimo aos investidores. Já na Europa, o dia é de valorização moderada para as principais Bolsas, ainda em reflexo do menor risco de ruptura política na Espanha e Itália.

 

aEnel adquire controle da Eletropaulo (ELPL3). Por R$ 45,22 por ação, e um valor total de R$ 5,55 bilhões, a Enel adquiriu 73,4% do capital social da distribuidora paulista nessa segunda-feira. Os acionistas remanescentes têm até 30 dias para definir se vão aderir ou não a oferta. Cabe lembrar que mesmo com a aprovação do CADE, a mudança de controle ainda depende da anuência da ANEEL, que é esperada que ocorra em até 90 dias, e só depois disso a Enel poderá dar início ao seu plano de negócios, que prevê um aporte de capital de ao menos R$ 1,5 bilhão.

OPA da CPFL Renováveis (CPRE3) é adiada. A CVM estendeu o prazo para que a State Grid calcule o preço da oferta aos acionistas minoritários da CPFL Renováveis, até o próximo dia 18/06. A oferta é obrigatória e está relacionada a aquisição do controle da CPFL Energia, concluída no último ano, contudo, a divergência de preço vem arrastando o processo. A princípio a oferta foi de R$ 12,20 por ação, valor contestado pelos minoritários. Segundo cálculos da área técnica da CVM o valor mínimo deveria ser de R$ 16,69 (ágio de cerca de 3% frente ao fechamento de ontem), porém, uma parte do recurso da State Grid foi acatado pelo colegiado do órgão regulador e, portanto, cabe a chinesa realizar um novo cálculo do preço a ser ofertado aos minoritários.

Log-In (LOGN3) alonga dívida com BNDES. Conforme destacamos na publicação matinal de ontem, a companhia conseguiu renegociar sua dívida no montante de R$ 499 milhões junto ao Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander e agora ocorreu o reescalonamento com o principal banco de fomento brasileiro. Os termos preliminares da transação já haviam sido informados no final de janeiro passado e a proposta oficial consiste em alongar o total de R$ 267 milhões devido ao banco, sendo que a Log-In já conseguiu deslocar R$ 55 milhões com vencimentos previstos entre jan/18 e dez/20 para jan/21 a jun/31, porém o restante do endividamento não foi informado. Apesar dos termos preliminares já serem conhecidos, acreditamos que o acordo definitivo poderá levar os ativos LOGN3 a responder positivamente em bolsa.

Faltou quórum para AGE da Qualicorp (QUAL3). Estava agendada para ontem a votação dos acionistas sobre a mudança no objeto social da holding, Qualicorp S.A., para torná-la uma empresa operacional e, posteriormente, passar a incorporar as empresas subsidiárias do grupo e obter benefícios fiscais. Detalhamos mais esses assuntos em nosso relatório recente do contato direto que tivemos com a companhia. Entretanto, na assembleia extraordinária realizada ontem os acionistas presentes representaram menos do que 30% do capital social da Qualicorp, não atingindo os dois terços de quórum mínimo necessário para a votação. Dessa forma, a companhia promoverá a segunda convocação da AGE para o próximo dia 13.

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