Sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

 
 

Bom dia,


1Por aqui, rebaixamento de rating volta ao radar. Dois indicadores relevantes na agenda hoje, o IPC da Fipe, que mede a inflação ao consumidor no município de SP, e a produção industrial, divulgada pelo IBGE. Mas, o mercado deve responder a uma entrevista da S&P ao Valor. Rumores corriam dando conta que as agências de rating evitariam rebaixar o rating em ano eleitoral, o que foi rechaçado pela agência na entrevista. Além disso, sobre o timing da revisão de rating do Brasil, a agência informou que o último relatório sobre o Brasil saiu em 15 de agosto do ano passado e, como revisa as notas soberanas uma vez ao ano, é razoável pensar em uma atualização até o fim do primeiro semestre, mas que nada impede uma revisão antes disso. Isso pode azedar um pouco o humor do mercado no pregão de hoje, após um início de ano mais otimista.

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Dia de Payroll nos EUA. O principal indicador na agenda americana sai às 11h30, com os dados oficiais do mercado de trabalho referentes a dezembro, que devem mostrar estabilidade na taxa de desemprego, mas redução na criação de vagas em relação a novembro. Mais tarde, dois presidentes regionais discursam, sendo que o presidente do Fed da Filadélfia teve direito a voto em 2017 e não terá em 2018 e a presidente do Fed de Cleveland não tinha em 2017, mas passa a ter nesse ano. Ainda são esperados indicadores de encomendas à indústria de novembro que devem mostrar recuperação, assim como o ISM, índice que mede a atividade de serviços, esse de dezembro.

Inflação é o destaque do dia na Zona do Euro. A variação de preços ao produtor referente ao mês de nov/17 teve um avanço anual de 2,8%, bem acima da mediana das previsões de 2,5%. Enquanto que inflação ao consumidor em dez/17 se elevou em 1,4%, em linha com as expectativas, mas denotando desaceleração em relação à leitura anterior que registrou alta anual de 1,5%. Como se pode notar, apesar da dinâmica ao produtor se mostrar cada vez mais aquecida, o repasse aos consumidores ainda está bastante aquém da meta de 2% ao ano do BCE, o que pressiona a decisão de terminar o fim dos estímulos monetários em setembro próximo.

Bolsas em alta lá fora. Na esteira de dados macroeconômicos positivos dessa semana, as Bolsas lá fora engatam mais um pregão positivo nessa sexta-feira. Além disso, ontem os dados de emprego no setor privado vieram bem acima da expectativa, o que aumentou as apostas para um Payroll mais alvissareiro hoje, ainda que a projeção de mercado, como comentamos acima, indique desaceleração. Por aqui, a entrevista da S&P para o Valor pode pesar, suavizando um pouco essa onda de otimismo vinda de fora.

 

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Principais distribuidoras de combustíveis do Brasil na mira do Cade (UGPA3, CSAN3 e BRDT3). A superintendência geral do Cade formulou um parece que apontou a formação de um cartel entre a BR, a Ipiranga, a Raízen e a Ale na região metropolitana de BH entre 2007 e 2008. Agora o processo passa para o conselho da instituição, no entanto, não há prazo para que o caso seja julgado. Ainda assim, o impacto nos papéis das companhias deve ser negativo.

Ideiasnet (IDNT3) sairá do Novo Mercado sem OPA. Em assembleia realizada ontem, a maioria dos acionistas da companhia aprovou a saída do segmento de maior governança corporativa da B3, mas sem a necessidade de realizar uma oferta pública de aquisição das suas ações. Com isso, vale ressaltar que todos acionistas da empresa deixam de ter tag along de 100%, direito a vender suas ações pelo mesmo preço, no caso de alguma oferta pelo controle acionário e por essa razão seus papéis poderão ficar pressionados no curto prazo em bolsa.

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