Quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

 
 

Bom dia,


Agenda doméstica bem vazia. O dia de hoje reserva uma agenda bem fraca, somente com a divulgação do indicador de atividade econômica da Markit, desta forma, o cenário político continua no radar, com as dúvidas em relação às articulações do novo governo e quanto a postura da ala política, mais resistente às reformas defendidas por Paulo Guedes e sua equipe.

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Atividade econômica medida pelos PMIs segue em queda na Europa. O PMI composto da zona do euro caiu a 52,7 em novembro, no entanto, o indicador veio acima da projeção de mercado que previa 52,4. O PMI de serviços também caiu, para a mínima de 25 meses, pressionado pelo crescimento mais lento dos novos negócios. No Reino Unido, PMIs também em queda, tanto o composto quanto o de serviço, bem abaixo dos números reportados em outubro e menores que as expectativas de mercado. O único PMI que veio estável ou levemente maior foi o da Alemanha, com PMI composto em 52,3 acima do reportado em outubro e o de serviços estável no comparativo do mês.
   
PMIs chineses mostram crescimento. O PMI de serviços chinês subiu a 53,8 em novembro, ante os 50,8 de outubro, refletindo o aumento nas novas encomendas. O PMI composto saiu dos 50,5 de outubro para alcançar os 51,9 em novembro. A atividade industrial da China apresentou crescimento no mês, devido principalmente à redução de preços.

Agenda agitada nos EUA, mesmo com mercados fechados. Não tem pregão hoje por lá em luto observado após a morte do presidente George Bush “pai”, mas os investidores ficarão ligados às divulgações marcadas para hoje, com destaque para os dados da processadora de folhas de pagamento ADP sobre o emprego no setor privado e para o Livro Bege do Fed. O Livro Bege ganha ainda mais importância com o crescimento dos temores quanto à proximidade de uma recessão nos EUA, que pressionou os mercados, ontem.

Bolsas em queda. Refletindo a preocupação mostrada no pregão de ontem, nos EUA, os pregões asiáticos fecharam em queda, com destaque para a Bolsa de Hong Kong, que caiu 1,62%. As Bolsas europeias abrem no mesmo sentido, sem notícias que tragam ânimo aos mercados, como pode ser visto nos textos dos PMIs, acima. Colabora para o mau humor dos investidores, temerosos quanto à desaceleração das economias desenvolvidas, um tweet de Trump se autoproclamando o “Tarrif Man”, diminuindo as apostas quanto a um acordo comercial com a China.

 

Vale (VALE3) atualiza projeções financeiras e operacionais. A mineradora anunciou seu guidance para produção de minério de ferro em 2019, que deve atingir 400 milhões de toneladas, frente aos 390 milhões estimados para esse ano. Também foram anunciadas as estimativas para redução de custos e aumento de produção em metais básicos. Ao todo, a companhia vislumbra um ganho potencial adicional de US$ 7,7 bilhões no EBITDA em 2023, o que daria uma alta de mais de 40% frente ao estimado para 2018, levando em considerações os preços e prêmios atuais. O ramp up do S11D, a maior demanda por níquel e o ganho de produtividade em carvão estão entre os principais pilares para tal projeção. Destaque também o pagamento mínimo de proventos entre 2019 e 2021, que na média deve ser de US$ 4 bilhões, o que garante um yield superior a 5% (com a cotação do dólar no fechamento de ontem). As ações da Vale devem responder de forma positiva às novidades.
   
AES Tietê (TIET11) faz proposta por ativos da Renova (RNEW11). A Tietê enviou proposta para aquisição do Complexo Eólico Alto Sertão III, empreendimento em fase de implementação e com 437,4 MW de capacidade instalada, e de outros projetos eólicos em desenvolvimento, que somam cerca de 1,1 GW. Porém, não há detalhes sobre os valores, tampouco sobre as condições de pagamento. Cabe lembrar que, em meados do ano passado, a Tietê adquiriu o Complexo Eólico Alto Sertão II, também da Renova, pelo valor de R$ 1,8 bilhão (incluindo assunção de dívidas). Sem maiores detalhes sobre a oferta, a novidade não deve influenciar de forma relevante os papéis da Tietê, enquanto os da Renova podem reagir de forma positiva, haja vista sua delicada situação financeira.

Eztec (EZTC3) lança empreendimento em Pinheiros.
O VGV total do empreendimento é de R$ 188,2 milhões e é o quinto lançamento do trimestre, após o Sky House Chácara Santo Antônio, o Diogo Ibirapuera e o ID Ibirapuera, além do Fit Casa Brás, esse último no padrão Minha Casa Minha Vida. Os lançamentos devem impulsionar os resultados da companhia no 4T18, dessa forma, reforçamos nossa visão positiva para os papéis da Eztec.

BrMalls (BRML3) confirma negociação por shoppings. Após notícia veiculada na imprensa, a companhia confirmou que fez uma proposta para a aquisição de seis shoppings centers de um grupo de capital fechado de Santa Catarina, local de todos os empreendimentos em questão. Investidores devem acompanhar as notícias sobre negociação que devem movimentar os papéis da companhia.

JCP da CSU (CARD3). Companhia vai pagar R$ 0,2092, já descontando o IR, por ação para os acionistas posicionados ao final do pregão dessa sexta, dia 7. Papéis voltam do final de semana já ex-provento. O yield é 2,8%, mas o pagamento será apenas no ano que vem, até o dia 5 de abril.

Telefônica Brasil (VIVT4) distribuirá proventos. O valor do JCP é de R$ 0,7010 (líquido de IR) por ação preferencial, o que corresponde a um yield de 1,5%. Os papéis ficarão ex proventos no próximo dia 18/12 e o pagamento será efetuado até o final de 2019.

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