Terça-feira, 4 de setembro de 2018

 
 

Bom dia,


Inflação acelera no final de agosto. O índice de preços ao consumidor do município de São Paulo registrou variação de 0,41% na última semana, denotando ligeiro avanço frente aos 0,37% da leitura anterior. A deflação no item alimentos foi menor, fato que aliado a alta em despesas gerais e vestuários explica à aceleração.

Produção industrial tem leve recuo. Houve queda de 0,2% em julho, ante o mês anterior, com a forte retração registrada no segmento de bens de capital sendo parcialmente compensada pela melhora em bens intermediários. Vale destacar que o índice de junho foi revisado para alta de 12,9%, após queda de 10,9% em maio, com a greve dos caminhoneiros. No acumulado de 2018, a produção industrial tem alta 2,5%.

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Inflação sobe na Europa. Em julho, o índice de preços ao produtor registrou alta de 0,4% na zona do euro, impulsionado, principalmente, pela alta no segmento de energia, que subiu 1,1% em um mês. Na comparação anual, a alta foi de 4%, ficando levemente acima das expectativas.
   
Dados da indústria em destaque nos EUA. Ainda pela manhã serão divulgados o PMI e o ISM industrial de agosto, cuja expectativa é de leve arrefecimento frente ao resultado anterior. Em seguida, o mercado deve monitorar o discurso de Charles Evans, do Fed de Chicago, que, em 2019, possuirá direito a voto no comitê de política monetária. As negociações comerciais entre os EUA e o Canadá também ficam no radar ao longo dessa semana, aumentando a volatilidade dos mercados bursáteis.

Bolsas pressionadas. O dia dava sinais de que poderia ser mais positivo, com as Bolsas da China fechando em alta na Ásia, com o Japão próximo da estabilidade. Mas logo após a abertura dos mercados europeus, os temores em relação à situação dos países emergentes voltaram com tudo com a notícia da África do Sul entrando em recessão técnica após mais um trimestre de queda no PIB. O país africano se junta a Argentina e Turquia como principais focos da crise que ameaça as economias emergentes que, junto com a falta de acordo entre EUA e Canadá e a perspectiva de nova elevação de tarifas entre EUA e China, pressionam as Bolsas europeias e devem ter um forte impacto no mercado por aqui também.

 
  

Direcional (DIRR3) conclui operação com FII e paga dividendo polpudo. A companhia recebeu do fundo imobiliário R$ 155,6 milhões pelos empreendimentos Lago da Pedra e Vila Alba, sendo que no futuro a Direcional ainda pode receber valores relativos à performance de vendas desses ativos. A incorporadora anunciou dividendos de R$ 90 milhões aos acionistas posicionados ao final do dia 1º de outubro, ex no dia seguinte (02/10). O dividend yield, considerando o preço de fechamento de ontem, é de 9,18%. O pagamento se dará em até 30 dias após a data ex. Papéis devem responder positivamente ao anúncio dos dividendos.

Via Varejo (VVAR11) tem entrada no Novo Mercado da B3 aprovada. Em assembleia, foi aprovada a conversão da totalidade das ações preferenciais de emissão da companhia em ações ordinárias. A companhia migrará para o segmento do Novo Mercado após o prazo para o exercício do direito de recesso, que é de 30 dias contados da publicação da ata da assembleia e do aviso aos acionistas que informará os procedimentos relacionados ao exercício do direito de recesso que ocorrerão, a princípio, amanhã.
   
BNDES, MEC e ANUP negociam linha de crédito às faculdades privadas (ANIM3, ESTC3, KROT3 e SEER3). Matéria de hoje no jornal Valor Econômico destaca as conversas entre a Associação Nacional das Universidades Privadas (ANUP), o Ministério da Educação e o banco de fomento para criar uma linha de crédito de R$ 2 bilhões, destinada às instituições de ensino superior para concessão de financiamento estudantil a partir de 2019. O BNDES pretende cobrar das faculdades a TLP, estabelecida em 6,87% neste ano, mas o risco de crédito, ou seja, o prejuízo caso o aluno não pague a dívida, será da instituição de ensino. O modelo dessa nova linha de crédito ainda deve ser negociado nos próximos meses e depende da aprovação do Conselho Monetário Nacional para ser concluída. De todo modo, a notícia poderá favorecer os ativos do setor em bolsa que foram bastante penalizados em função do atraso no cronograma do FIES neste ano, e essa linha de crédito abriria nova alternativa ao atual programa de financiamento estudantil público.

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