Terça-Feira, 4 de abril de 2017

 
 

Bom dia,


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IPC- Fipe acelera no mês de março. O índice de preços ao consumidor acelerou para 0,14% em março, ante a queda de 0,08% no fechamento de fevereiro. Ficando dentro do intervalo das projeções de mercado que eram de 0,09% a 0,15%. Das sete categorias de despesas que compõem o indicador, cinco delas apresentaram aceleração. No acumulado do ano, o índice apresentou alta de 0,38% e em 12 meses de 3,56%.

Julgamento da chapa Dilma e Temer começa hoje às 9h00. Parece que o mercado não está muito preocupado, esperando que todo o processo se estenda para 2018, pois não se tem no regulamento do TSE previsão de prazo máximo para o julgamento. Lembrando que os ministros têm mais quatro sessões extraordinárias para um possível pedido de vista, o que prorrogaria o início dos trabalhos. Vale comentar que mesmo que o processo seja aceito, tanto Dilma quanto Temer devem levar suas defesas para o TSE alongando ainda mais este processo.
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Consumo das famílias mais forte que o esperado na Zona do Euro. Os dados referentes ao mês de fev/17 apuraram um avanço acima do previsto para as vendas do varejo no bloco europeu. Na comparação com jan/17, houve crescimento de 0,7% ante expectativa de +0,5% e, já em relação à fev/16, as vendas subiram 1,8% versus a mediana de +1,0%. Surpreendente também foram os segmentos do varejo que cresceram. Além do comércio de alimentos, bebidas e fumos, as vendas de veículos e de combustíveis tiveram uma alta de 0,9% sobre o mês imediatamente anterior. Embora o indicador tenha superado as projeções, acreditamos que a divulgação pouco influenciará os mercados que estão mais atentos com o cenário político europeu.

Agenda amena nos EUA. O destaque fica com a divulgação de dados de encomendas à indústria e da balança comercial, ambos referentes ao mês de fevereiro. Para as encomendas, a estimativa é de leve arrefecimento frente ao último resultado, enquanto o déficit da balança comercial deve recuar frente ao registrado em janeiro. Mais no final da tarde haverá o discurso do representante do FED Daniel Tarullo (com direito a voto), que não deve trazer grande influência para cá. Na falta de novidades, a expectativa com a divulgação da ata do FOMC, que ocorre amanhã, ganha força.

Bolsas mais pressionadas nessa terça. Em dia pouco carregado de indicadores, os mercados operam com cautela, à espera de importantes discursos, como o do presidente do BCE, Mario Draghi, e do presidente Trump, em evento, em Washington. Essa cautela contrapõe os dados mais positivos, mas como comentando, pouco relevantes divulgados hoje. Na Ásia, mercados de Shanghai e Hong Kong fechados e Tóquio recuando quase 1%. Na Europa, leves quedas espalhadas com Londres destoando e avançando cerca de 0,4%, enquanto escrevemos esse diário. Por aqui, esperamos que os fatores políticos continuem a influenciar fortemente o ambiente bursátil, sendo mais relevante que os fatores externos, apesar de não poderem ser ignorados.

 
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Porto Seguro (PSSA3) conclui transferência da carteira de seguros da AIG. A operação, anunciada em outubro do ano passado, foi concluída e adiciona cerca de 25 mil apólices de seguros de automóveis à carteira da Porto, fortalecendo sua posição no segmento. No ano passado, a companhia já havia concluído a aquisição da carteira de seguros de automóveis da Chubb, ainda mais relevante que a da AIG. Nossa visão para o setor nesse ano, no entanto, é mais negativa, tendo em vista que boa parte do seu resultado é financeiro, e a queda dos juros acaba impactando negativamente essa linha, além disso, a atividade econômica, que impacta a demanda por seguros, deve ter recuperação lenta.

Magazine Luiza (MGLU3) mantendo o foco na tecnologia. A companhia anunciou a aquisição de uma startup de tecnologia, a Integra Commerce, de Minas Gerais, especializada na integração e gestão de relacionamento entre lojistas e marketplaces. Com a incorporação, lojistas que desejarem participar do marketplace do Magazine Luiza não precisarão recorrer à intermediação de plataformas de terceiros. Segundo o fato relevante da Magazine Luiza, a Integra já tem mais de 200 lojistas utilizando seus serviços. No ano passado, a empresa faturou R$ 11,5 bilhões e no último trimestre, os canais digitais (site, app de vendas e marketplace) foram responsáveis por 26% das vendas totais e cresceram 41% em relação ao mesmo período de 2015. Com esse investimento, a Magazine Luiza reafirma o seu compromisso com o processo da transformação digital, a importância do Luizalabs e o foco no desenvolvimento do marketplace. Acreditamos que suas ações irão performar positivamente no pregão de hoje.

Marcopolo (POMO4) compra participação em subsidiária australiana. A companhia anunciou que exerceu opção de compra da participação remanescente de 25% de sua controlada australiana Pologren Australia Holdings, que detém o capital social total da empresa Volgren Australia, por 8,5 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 20,1 milhões). Em 2016, a Volgren vendeu 471 unidades, faturando R$ 367,3 milhões. Esse movimento está em linha com a estratégia de ampliar a diversificação geográfica de seus mercados, que ganhou força no último ano, devido ao fraco dinamismo interno. Impacto deve ser marginalmente positivo sobre os papéis POMO4.

Braskem (BRKM5) conclui venda da Quantiq. A petroquímica concluiu a venda integral do capital social da Quantiq Distribuidora para a GTM do Brasil Comércio de Produtos Químicos. Com isso, a companhia recebeu o pagamento de R$ 450 milhões, tendo mais R$ 100 milhões a receber em até 12 meses (valor sujeito a ajustes conforme previsto no contrato de compra e venda). Como a transação já havia sido anunciada anteriormente, a notícia deve trazer pouco impacto para seus papéis no pregão de hoje.

Dados operacionais da CVC (CVCB3) mostram bom avanço. A operadora de turismo apresentou seus resultados prévios do 1º Trim/17 onde o total de reservas confirmadas atingiu R$ 2,3 bilhões, representando crescimento de 11,9% sobre o 1º Trim/16 pró-forma, pois se leva em conta os números das três empresas adquiridas entre os períodos. Importante notar que em reflexo da estabilização do câmbio neste período, a venda de pacotes internacionais aumentou expressivos 37,1% na comparação anual. Adicionalmente, cabe destacar a recuperação nas vendas no conceito mesmas lojas, aquelas que estão operando por pelo menos um ano, que cresceram 13,3% sobre o 1º Trim/16. Nos três primeiros meses deste ano, a CVC abriu 9 lojas, chegando a 83 aberturas líquidas em doze meses e ao total de 1.104 lojas exclusivas CVC em operação, em linha com o guidance. Entendemos que os números apresentados podem repercutir positivamente nas suas ações no pregão de hoje.

Captação de alunos da Anima Educação (ANIM3). A instituição de ensino superior apresentou os números da captação de alunos no 1º Sem/17, a base total registrou 99,0 mil estudantes matriculados, apenas 3,8% maior em relação ao mesmo período de 2016. Porém, nesse período a faculdade Una Bom Despacho (em jul/16) e o Instituto Politécnico (out/16) foram adquiridos e adicionaram cerca de 7,4 mil alunos na graduação presencial, bem como mais 2,0 mil advindos desse ciclo de captação. Ou seja, em termos recorrentes não houve crescimento da base total de estudantes, retratando a fragilidade econômica interna e o menor acesso ao FIES. Por falar nisso, em torno de 26,8 mil alunos da Anima utilizam o financiamento público até a presente data, o que representa 30,3% da base de graduação presencial. Não acreditamos que suas ações terão forte reação no pregão de hoje em razão dessa captação do 1º Sem/17.

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Bons negócios.