Segunda-feira, 3 de setembro de 2018

 
 

Bom dia,


Agenda doméstica. Por aqui, o Boletim Focus trouxe reversão na tendência de alta da mediana de mercado para a inflação desse ano, com o IPCA a 4,16%, 0,01 p.p. abaixo da semana passada. Projeções para PIB e câmbio, no entanto, seguiram a trajetória de deterioração, agora em 1,44% e R$ 3,80, respectivamente. Se essa tendência se mantiver nas próximas semanas, com leitura de inflação sob controle e atividade muito fraca, isso pode alimentar aqueles que defendem a manutenção dos juros em um patamar reduzido por aqui, em que pese o cenário internacional turbulento, especialmente para os emergentes. O IPC-S da última semana de agosto mostrou leve arrefecimento, afetado pela retração na tarifa de eletricidade residencial e do preço da gasolina. Dos indicadores ainda esperados para hoje, destaque para a balança comercial mensal, a ser divulgada no meio da tarde.

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Produção perde fôlego na Europa. Os PMIs do setor industrial, embora em níveis ainda historicamente altos, denotaram desaceleração em agosto, com a taxa de entrada de novos pedidos de exportação crescendo a taxa mais lenta dos últimos dois anos na Zona do Euro, onde o índice ficou em 54,6 pontos, ante os 55,1 registrados em julho, e no Reino Unido, onde houve queda de 1,0 ponto na mesma base de comparação, para 52,8. Além da queda no volume de pedidos, a guerra comercial também tem afetado a confiança dos agentes, reduzindo o nível de criação de empregos e aumentado os estoques. Com isso, o PMI alemão caiu para 55,9 e a Itália apresentou o pior desempenho da região, com 50,1 pontos.

Bolsas pressionadas em dia de feriado nos EUA. O Labor Day americano limita a liquidez no pregão de hoje, mas isso deve melhorar bastante nos próximos dias, já que esse feriado marca o fim das férias de verão por lá. O feriado coloca uma pausa nas negociações comerciais entre os EUA e seus parceiros que seguem pressionando as Bolsas por conta da falta de acordo entre o país e o seu vizinho ao norte. Quem destoa desse movimento mais negativo é o FTSE 100 londrino que opera em alta próxima a 1% enquanto escrevemos esse diário, com uma posição mais firme mostrada pela primeira-ministra britânica em relação às negociações do Brexit. Por aqui, os mercados também repercutem a notícia que o TSE indeferiu o pedido de candidatura de Lula.

 
  

Copel (CPLE6) revisa cronograma de empreendimentos. Novamente, a Copel vem a mercado alterar a data prevista para o início da operação comercial do Complexo Eólico Cutia e da Usina Hidrelétrica Colíder. Agora, ao invés de agosto, a previsão é que o complexo eólico comece a gerar ao final de setembro, enquanto a geração hídrica deve ter início apenas ao final de outubro. Com os atrasos, além da rentabilidade do projeto ficar comprometida, a elétrica ainda terá que arcar com custos adicionais com compra de energia para revenda. Suas ações devem responder de forma marginalmente negativa à novidade.

Kroton (KROT3) obtém aval preliminar no CADE. A companhia por meio da sua subsidiária, a Saber Serviços Educacionais S.A., comprou no início deste ano o controle da Somos Educação (SEDU3) e, na última sexta-feira, informou que a superintendência geral do CADE recomendou a aprovação sem restrições dessa transação. A decisão final do órgão ainda deverá ocorrer após o prazo legal, mas, muito provavelmente, irá seguir a recomendação da superintendência. Acreditamos que as ações KROT3 deverão reagir positivamente no curto prazo em bolsa.

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