Terça-feira, 3 de julho de 2018

 
 

Bom dia,


IPC-Fipe acelera em junho, mas fica abaixo das projeções. O índice de preços ao consumidor de São Paulo acelerou para 1,01% em junho, ante a elevação de 0,19% em maio, pressionado pelos preços de alimentos e transportes como efeito da greve dos caminhoneiros. Entretanto, o indicador veio menor que as projeções de mercado que apontavam uma alta de 1,14% em junho.

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Vendas no varejo ficam estáveis na zona do euro. As vendas no varejo da zona do euro ficaram estáveis em maio ante o mês anterior, segundo dado do Eurostat. Na comparação com maio do ano passado, o setor de varejo ampliou suas vendas em 1,4%. 
   
Bolsas sobem na Europa, pressão continua na Ásia. As tensões comerciais entre Washington e Pequim continuam gerando aversão ao risco, todavia parte das perdas foram amenizadas depois que o banco central chinês interveio para acalmar o mercado, após uma nova desvalorização do yuan. Na Europa, as Bolsas repercutem de forma positiva o acordo sobre imigração na Alemanha, que tira do radar, ao menos por ora, os temores quanto ao enfraquecimento da coalizão do governo de Angela Merkel. Nos Estados Unidos, os investidores devem ficar atentos ao noticiário político, já que em termos macro é previsto apenas a divulgação do número de encomendas à indústria, em maio.

 

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Suzano (SUZB3) exerce opção de compra de área da Duratex (DTEX3). A opção era de uma área de 20 mil hectares com 5,6 milhões de m³ de florestas. Por ela, a Suzano vai pagar R$ 749,4 milhões. Em fevereiro, a companhia havia comprado outros 9,5 mil hectares com 1,2 milhão de m³ de florestas plantadas por R$ 308,1 milhões. Para a Suzano, a transação significa uma redução na distância média entre as suas plantas e suas florestas, enquanto para a Duratex, o foco foi em diminuir sua alavancagem.

BR Distribuidora (BRDT3) põe ativos à venda. A companhia anunciou a etapa de "divulgação da oportunidade de desinvestimento", conforme trâmite exigido pelo TCU, referente a alienação de suas participações societárias na Pecém Energia (45%) e na  Energética Camaçari Muricy II (50%), ambas usinas termelétricas em fase pré-operacional, com início da operação comercial  previsto para outubro de 2020. Esse processo está alinhado com a sua estratégia de focar em seu negócio principal e reduzir sua alavancagem por meio de desinvestimentos em áreas não estratégicas. A novidade deve ser bem recebida, podendo trazer influência positiva para suas ações no curto prazo.

ANEEL abre auto de infração e multa Cemig (CMIG4). A agência reguladora do setor elétrico instaurou um processo administrativo contra a Cemig Distribuição, "em razão de não conformidades no cômputo dos indicadores coletivos DEC e FEC, referentes ao ano de 2016". Dessa forma, o auto de infração recebido pela elétrica determina não só o recálculo dos respectivos indicadores, mas também aplica uma multa de R$ 12,5 milhões. A Cemig, por sua vez, alega que calcula de forma adequada os indicadores e que entrará com recurso. De toda forma, a notícia deve trazer impacto negativo para as ações CMIG4 no curto prazo.

Fitch classifica em AA+ rating da Kroton (KROT3). A agência atribuiu a nota para a controladora e também para sua subsidiária Saber Serviços Educacionais, sendo que para ambas a perspectiva é estável. Segundo a Fitch, a classificação reflete a forte posição competitiva da Kroton no fragmentado setor brasileiro de educação superior que permite a companhia obter margens de rentabilidade acima das de seus pares na indústria. Um ponto relevante destacado pela agência se refere à exposição da companhia ao FIES e sua oferta de financiamentos próprios aos estudantes. "A Kroton tem reduzido sua exposição ao Programa de Financiamento Estudantil (FIES), o que a torna menos dependente do governo, mas fica mais exposta ao risco de financiamentos próprios que estão sendo concedidos a seus alunos", afirmou a Fitch. Contudo, no atual contexto regulatório, consideramos a menor dependência da companhia ao FIES benéfica para seus resultados. Por fim, a agência de rating considera positiva a potencial aquisição da Somos, anunciada em abril passado, mas que ainda depende da aprovação do CADE. "Se aprovada, a transação fortalecerá o perfil da Kroton, que passará a ter um portfólio de serviços diversificado e complementar, com potenciais sinergias operacionais e financeiras a médio e longo prazo", ressalta em trecho da nota. Entendemos que esta avaliação positiva da Fitch poderá favorecer os ativos KROT3 em bolsa no curto prazo.

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