Quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

 
 

Bom dia,


1Agenda morna por aqui. Alguns dados do Banco Central esperados para o início da tarde, com destaque para o fluxo cambial da última semana de 2017. Ontem, os mercados se animaram com a balança comercial divulgada no meio da tarde, com superávit de US$ 67 bilhões no ano fechado, o melhor ano da série, com bom avanço nas exportações, mas também com as importações crescendo dois dígitos na comparação com 2016, apesar de ainda ficar em um patamar inferior ao pré-crise. O que também tem sustentado as recentes altas na Bolsa por aqui é a leitura do mercado de um cenário eleitoral mais benigno e a proximidade do julgamento do recurso do ex-presidente Lula no TRF-4, que pode impossibilitar a sua candidatura. Para esse otimismo se consolidar nos próximos meses é importante o fortalecimento de uma candidatura com viés mais liberal, o que ainda não tem sido sinalizado pelas últimas pesquisas.

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FOMC e China no radar. A atenção dos investidores hoje certamente estará voltada a ata do FOMC, pois qualquer indício de continuidade, ou não, do gradualismo na subida dos juros deve movimentar os mercados, sobretudo emergentes. Ademais, a agenda norte-americana conta com a divulgação dos gastos com construção, que devem arrefecer em novembro, e do ISM industrial, cuja expectativa é de estabilidade em dezembro. Já no finalzinho do dia por aqui, serão divulgados os PMIs de serviços e composto da China.

Desemprego na Alemanha atinge menor nível. A taxa de desemprego referente ao mês passado ficou em 5,5%, a menor da série histórica iniciada em 1992. O resultado veio em linha com as previsões, fortalecendo as perspectivas de que o país continuará na dianteira do crescimento econômico na Zona do Euro.

Bolsas seguem em terreno positivo nesta quarta-feira. O pano de fundo do otimismo global se mantém, na esteira das projeções de maior crescimento econômico dos EUA associadas à expectativa da confirmação de uma postura gradualista do Fed na subida dos juros na ata a ser divulgada hoje. Na Ásia, o dia foi de leves ganhos ainda reflexo dos PMIs chineses que saíram ontem. Enquanto na Europa a sessão é levemente positiva pela entrada de regras mais flexíveis ao setor financeiro da União Europeia.

 

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Locamerica (LCAM3) conclui incorporação da Auto Ricci. A companhia de terceirização de frotas anunciou que incorporou integralmente as operações da empresa adquirida e, consequentemente, extinguiu a sociedade controlada visando à simplificação da estrutura organizacional e proporcionando a redução de gastos administrativos e operacionais. Vale lembrar que essa fusão já havia tornado a Locamerica líder no mercado de locação de frotas e o recente anúncio de associação com a Unidas colocará a empresa como o segundo maior player do setor de rent a car aqui no Brasil. Acreditamos que suas ações seguirão no campo positivo no curto prazo em bolsa.

Petrobras (PETR4) fecha acordo nos EUA. O acordo visa suspender a ação coletiva em curso na Corte Federal de Nova York, mediante pagamento de US$ 2,95 bilhões, em duas parcelas de US$ 983 milhões e uma última de US$ 984 milhões. A primeira prestação deve ser paga em até dez dias após a aprovação preliminar do juiz, a segunda em até dez dias após a aprovação final e a última em até seis meses após a aprovação final ou até 15 de janeiro de 2019. Os resultados do 4° trimestre de 2017 devem ser impactados pelo valor total do acordo. Por outro lado, o acordo, se aprovado, elimina o risco do processo ir a júri popular, onde a penalidade poderia ser mais agressiva e, portanto, pode dar novo fôlego aos papéis da companhia.

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