Segunda-Feira, 3 de abril de 2017

 
 

Bom dia,


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IPC apresenta crescimento na última semana de março. O IPC-S apresentou variação de 0,47% na 4º quadrissemana, 0,08 p.p. acima da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 1,48% no ano e 4,55% nos últimos 12 meses. Nesta apuração, cinco das oito classes de despesas que compõem o índice apresentaram elevações em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (0,42% para 0,71%). A próxima apuração do IPC-S, com dados coletados até o dia 07 de abril, será divulgada no dia 10 desse mês.

Focus novamente aponta para queda da inflação. As projeções do boletim Focus novamente vieram com redução no IPCA. Para 2017, a previsão agora é que feche o ano em 4,10% ante 4,12% esperado na semana passada e para 2018 segue em 4,50%. A Selic fim de 2017 estimada em 8,75% ante previsão de 9% e 2018 segue em 8,5% e a expectativa para o PIB também ficou estabilizada, em 2017 em 0,47% e para 2018 a perspectiva é de 2,50%. Já sobre o câmbio para o fim de 2017, a projeção se reduziu saindo de R$ 3,29 para R$ 3,28 e em 2018 segue em R$ 3,40.
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Dados da indústria e discursos são destaque nos EUA. A agenda norte-americana desse começo de mês conta com a divulgação da atividade industrial (medida pelo ISM) referente a março, onde a expectativa é de um leve arrefecimento, após o índice ter superado as estimativas em fevereiro. No mesmo sentido, a perspectiva para os PMIs composto e industrial é de leve recuo, mas com os índices ainda ficando acima da marca dos 50 pontos, que indica expansão da atividade. Já no sentido contrário, o índice de gastos com construção deve acelerar em fevereiro, se recuperando do resultado negativo registrado no mês anterior. No final da tarde ainda há os discursos de representantes do FED de Filadélfia e Richmond,  Patrick Harker (com direito a voto) e Jeffrey Lacker (sem direito a voto), que devem reforçar a expectativa de que haverá ao menos mais dois aumentos na taxa de juros ao longo desse ano.

Desemprego, inflação e atividade industrial vieram em linha na zona do euro. Hoje cedo saíram os dados do bloco econômico europeu que apresentaram resultados exatamente em cima da mediana das projeções de mercado, o que, dessa forma, deverá pouco impactar as bolsas ao redor do mundo. A taxa de desemprego continuou a trajetória de queda em fev/17, ao registrar 9,5% da população economicamente ativa desocupada, ante 9,6% em jan/17 e 10,3% em fev/16. Já a inflação ao produtor avançou marginalmente 0,1% também em fev/17 e anualmente subiu 4,5%, ambos os números em linha com o esperado e indicando que a política monetária expansionista do Banco Central Europeu tem-se refletido em alta na variação dos preços, com a inflação convergindo para meta. Por fim, o PMI referente à mar/17 ficou em 56,2 ante 55,4 reportado em fev/17, cabendo destacar o forte desempenho da maior economia do continente, a Alemanha, que registrou 58,3 pontos, assim como o arrefecimento na produção industrial no Reino Unido que apresentou 54,2 pontos frente aos 54,5 registrados há dois meses. Em nossa visão, as perspectivas econômicas para a Zona do Euro continuam amparadas numa recuperação paulatina e, ainda, bastante desequilibradas entre seus países-membros. E, muito mais do que a evolução dos indicadores macroeconômicos, os mercados estão atentos aos desdobramentos das incertezas políticas na região, gerando muito mais volatilidade do que tranquilidade no mercado bursátil.

Dados de atividades na China. Os mercados na China não abriram hoje, nem abrirão amanhã, mas os dados de atividade que saíram na sexta-feira devem movimentar os mercados. O PMI industrial Caixin, não oficial, apresentou desaceleração de 51,7 para 51,2 em março, ficando abaixo das previsões de mercado que esperavam 51,6.

Bolsas no azul nessa segunda. As Bolsas europeias abrem em leve alta, repercutindo os PMIs positivos, ainda que dentro do esperado (tem texto acima). Na Ásia, com o mercado fechado em Shanghai, Tóquio e Hong Kong fecharam no campo positivo, na expectativa da reunião entre o presidente americano com o chinês, nessa semana.

 
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Fibria (FIBR3) antecipa previsão de inauguração de nova linha de celulose. A companhia informou, hoje, que, com 87% de sua segunda linha de produção de celulose em Três Lagoas – MS concluída, antecipou a previsão de inauguração dessa nova linha do 4T17 para o terceiro. Com isso, do 1,95 milhão de toneladas de celulose projetados para a nova linha por ano, já em 2017, ainda em fase de ramp up, ela deve produzir cerca de 377 mil toneladas. Boa notícia para a companhia, que antecipando a abertura de capacidade produtiva de celulose, se aproveita dos bons preços que estamos vendo nesse ano. A Fibria anunciou ainda que recebeu R$ 50 milhões referentes a uma venda de ativos de 2012, restando R$ 151 milhões que dependem de aprovações governamentais, como era o caso dos R$ 50 milhões recebidos.

Minerva (BEEF3) anuncia dividendos, ex amanhã. O frigorífico Minerva anunciou a distribuição de dividendos aos acionistas, no montante de R$ 60 milhões, correspondentes a R$ 0,264310794 por ação. Considerando o fechamento em R$ 9,76 da ação em 31/03, o yield fica em 2,7%. As ações ficarão ex-dividendos no dia 4 de abril, com pagamento no dia 17 de abril.

Multa da ANP e manutenção dos preços no radar da Petrobras (PETR4). O noticiário em torno da estatal começa a semana agitado, a começar pela decisão da companhia de manter inalterados os preços da gasolina e do diesel para abril, em razão da combinação entre desvalorização do real e aumento no custo com frete marítimo. O outro comunicado que deve movimentar os papéis hoje é a autuação recebida pelo Consórcio BM- S – 11, onde a Petrobras tem 65% de participação. A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível – ANP multou o Consórcio em R$ 2,6 bilhões, por conta de uma divergência na interpretação da aplicação dos preços do petróleo utilizados para o cálculo das participações governamentais, no período de maio de 2013 a dezembro de 2016, na Bacia de Santos. A estatal afirmou que entende que atuou em conformidade com a lei vigente e, portanto, vai adotar todas as medidas judiciais cabíveis para reverter à decisão. De toda forma, a novidade pode pressionar o desempenho de suas ações hoje.

AGENDA DE DIVIDENDOS


Bons negócios.