Terça-feira, 02 de outubro de 2018

 
 

Bom dia,


Ibope deve animar investidores. A pesquisa trouxe o fortalecimento da candidatura de Bolsonaro, que recebe o “benefício da dúvida” do mercado, nessa última semana antes da votação. O cenário ainda é incerto, já que a projeção para o segundo turno ainda mostra um empate entre ele e Haddad, mas a boa subida do candidato do PSL pode aumentar as apostas em uma vitória no primeiro turno, ainda difícil, ou que sua candidatura deve ganhar ainda mais força com o mesmo tempo de TV que o seu oponente. Na agenda econômica hoje, o IPC da Fipe mostrou uma desaceleração muito leve na inflação medida apenas em São Paulo, mas com alguns itens importantes como transporte e alimentos acelerando. Já o IBGE divulgou os dados de produção industrial de agosto, com retração de 0,3% contra julho. O destaque negativo foi a produção de derivados do petróleo e biocombustíveis afetada pela paralisação na refinaria da Petrobras em Paulínia, após incêndio na unidade. Tanto o IPC quanto a produção industrial não trouxeram grandes novidades e o mercado deve seguir de olho na disputa eleitoral comentada anteriormente.
aEnergia continua puxando inflação na Europa. O índice de preços ao produtor registrou variação de 0,3% em agosto, sobretudo em razão da elevação nos preços de energia. Excluindo esse item, os preços ficaram estagnados com a ligeira alta em bens de consumo duráveis sendo compensada pelos bens de consumo não duráveis no período em análise.

Bolsas no vermelho na Europa. Declarações de líderes de um dos partidos do governo na Itália de que o país estaria melhor fora da zona do euro acendem o sinal de alerta dos investidores ao redor do mundo e pressionam as Bolsas lá fora. Isso menos de uma semana após o governo local aprovar um déficit muito acima do esperado em uma guinada populista mal recebida pelo mercado. A agenda econômica esvaziada lá fora não deve roubar as atenções da questão italiana.

       

Leilão da Cesp (CESP6) é remarcado. O governo do estado de São Paulo conseguiu na justiça derrubar a liminar que impedia o processo de privatização da companhia. De toda forma, o certame que deveria ocorrer hoje foi adiado para o próximo dia 19 de outubro. Cabe lembrar que há dúvidas quanto a possíveis interessados, tendo em vista os desafios que citamos na pública matinal de ontem e bem como pelo montante mínimo de outorga de R$ 1,37 bilhão somado ao valor mínimo de  R$ 1,66 bilhão para aquisição das ações. De toda forma, com a nova data para privatização em vista, seus papéis devem recuperar parte das perdas do pregão de ontem.

AES Tietê (TIET11) ganha mais prazo para expansão de capacidade.
Foi realizado um acordo junto ao governo de São Paulo, onde a companhia conseguiu o prazo de 6 anos para cumprir a meta de expansão imposta na época da concessão. Dos 15%, ou 398 MW, de expansão obrigatória, boa parte já foi cumprida mediante a aquisição de projetos de energia solar, e uma parte pequena advinda de PCHs e biomassa. Faltam, portanto, outros 81 MW de expansão até 2024, o que não preocupa, tendo em vista a situação financeira saudável da companhia. Ademais, cabe destacar que "uma vez cumprido o total da expansão, a companhia estará dispensada do pagamento de qualquer penalidade por atraso". Suas ações devem responder de forma positiva à novidade.

Ânima (ANIM3) apresenta aumento no número de matrículas.
A companhia anunciou que elevou em 13,7% o número de matrículas no segundo semestre de 2018 nos cursos de graduação. Nos outros segmentos (pós-graduação, EAD, ensino básico e técnico) houve decréscimo nas matrículas. Ainda assim, a base total de alunos cresceu 4,3% no segundo semestre de 2018. Essa melhora vem mesmo em meio ao ambiente macro ainda bastante desafiador, com desemprego ainda elevado e incerteza no cenário político.

Investidores da Qualicorp (QUAL3) questionam acordo com fundador.
Ontem a empresa anunciou um acordo para pagamento de R$ 150 milhões ao seu fundador e presidente, o José Seripieri Filho, para que não venda sua participação e nem crie concorrência com o negócio da companhia por um prazo de seis anos. Esse fato acabou não agradando o mercado, provocando uma perda de quase R$ 1,4 bilhão em valor de mercado, com a ação chegando a cair quase 30% no pregão de ontem. Segundo a empresa essa decisão foi unânime pelo conselho de administração, por considerar Seripieri uma pessoa de alto conhecimento, o que geraria perdas relevantes caso não existisse a cláusula de não concorrência. No entanto, investidores não gostaram da forma como foi fechado o acordo, sem a presença de todos os acionistas, pedindo que a CVM fiscalize todo o processo. Até o momento nem a companhia, nem a CVM se pronunciaram.

Via Varejo (VVAR11) tem forte queda em suas ações.
As ações chegaram a cair quase 15% na sessão de ontem da bolsa. O movimento de queda vem ancorado nas especulações em torno da venda de mais ativos do Casino, o que poderia dificultar ainda mais a venda da companhia. Além disso, a Via Varejo vem passando por um processo de digitalização que está se mostrando bem demorado, com alguns concorrentes já muito a frente.

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