Segunda-feira, 2 de julho de 2018

 
 

Bom dia,


Inflação acelera, puxada pela tarifa de energia. O IPC-S da última semana de junho seguiu tendência positiva, ficando em 1,19%, acumulando alta de 3,00% no ano ao final do primeiro semestre. No mesmo sentido, o Boletim Focus trouxe a sétima revisão seguida para a projeção do IPCA ao final desse ano, agora em 4,03%. Destaque no Focus também para a expectativa para o dólar no final desse ano, agora em R$ 3,70, e para o PIB do ano que vem, revisado pela quarta semana seguida para baixo, agora em 2,5%. Destaque ainda na agenda doméstica para o PMI industrial de junho, divulgado pela Markit, e que deve ser bem pressionado pela greve dos caminhoneiros. Às 11h, no entanto, a liquidez do mercado deve diminuir por conta do jogo entre Brasil e México válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

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Indicadores europeus. A taxa de desemprego na Zona do Euro caiu para 8,4% em mai/18, diante dos 8,5% registrados em abril e da estimativa de manutenção neste patamar para esta leitura. E os PMIs industriais referentes ao mês passado seguiram no campo expansivo, ainda que com desaceleração. Na Alemanha, o indicador confirmou a queda da prévia de junho em 55,9 pontos, na mínima de 18 meses, no Reino Unido ficou em linha com o registrado em maio. O dado consolidado do bloco econômico ficou em 54,9 pontos, abaixo dos 55,0 da prévia e dos 55,5 do mês passado, também o índice do bloco está na mínima de 18 meses.

Dados da indústria no radar dos EUA. Além dos comentários de Trump, sobre as relações comerciais com a China e a União Europeia, nesta segunda-feira fica no radar a divulgação do PMI e do ISM industrial, ambos referentes a junho, que devem denotar certa estabilidade frente à leitura anterior. Ainda pela manhã será divulgado os gastos com construção em maio, cuja expectativa é de uma desaceleração pontual frente aos dados de abril, que, portanto, não deve trazer grande influência para os mercados bursáteis hoje.

Bolsas em queda lá fora. Na Ásia, o PMI oficial da China, divulgado na sexta-feira à noite, mostrou desaceleração e pressiona as Bolsas da região. Hoje, foram divulgados os dados da Markit, que mostraram que Japão e China seguem em um ritmo de crescimento moderado, com destaque negativo para a queda, por três meses consecutivos, nos pedidos de exportação para a indústria chinesa, já com algum efeito das disputas comerciais iniciadas pelo presidente americano. Na Europa, os dados da Markit, que comentamos acima, também pressionam os mercados, assim como a possível crise política alemã desencadeada pelo acordo dos países do bloco a respeito da questão migratória. O ministro do interior alemão, que é de um dos partidos que apoia o governo Merkel, ameaçou deixar o cargo e a eventual saída de seu partido da base do governo pode colocar a posição da primeira-ministra em xeque.

 

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Reajuste tarifário da Copasa (CSMG3) fica em linha com as estimativas. A agência reguladora do Estado de Minas Gerais - ARSAE autorizou a aplicação de um reajuste médio de 4,31% nas tarifas da Copasa,  a partir de agosto. Esse valor ficou bem em linha com nossas estimativas e deve trazer influência marginalmente positiva para suas ações no curto prazo. Cabe lembrar que entre 2016 e 2017 foi realizado o primeiro ciclo de revisão tarifária da companhia, que resultou em um reajuste médio total de 22,05%. A próxima revisão será em 2021 e até lá a ARSAE deve deliberar reajustes anuais que, como nesse caso, tendem a ficar próximos da inflação.
   
CSN (CSNA3) conclui venda de ativos.
Na última sexta-feira, a companhia concluiu a alienação da totalidade de sua participação societária na LLC, empresa localizada nos EUA, para a Steel Dynamics, por US$ 400 milhões. O negócio já havia sido anunciado em 14 de maio, junto aos resultados do 1° trimestre, e, portanto, não deve trazer grande impulso para os papéis da companhia hoje. Além disso, ainda que a venda seja importante para dar fôlego financeiro para a companhia, seu impacto é pequeno, de aproximadamente R$ 1.800 milhões, frente a uma dívida líquida de 26.508 milhões, levando a relação dívida líquida/ EBITDA dos atuais 5,8x para 5,4 vezes, em patamar ainda bastante elevado.

Credores dispensam cumprimento de covenants pela Liq (LIQO3).
Em assembleia realizada na sexta-feira passada, os debenturistas da companhia aprovaram a dispensa dos covenants para o trimestre findo em 30/jun/18. A Liq passa por uma ampla reestruturação de seus negócios que detalhamos mais em nosso relatório recente do contato direto que tivemos com a empresa. Vemos a aprovação como uma notícia levemente positiva para o curto prazo, o que poderá favorecer os ativos LIQO3 em bolsa.

BRF (BRFS3) anuncia plano de reestruturação.
A companhia anunciou seu plano de reestruturação operacional e financeira, que pretende arrecadar cerca de R$ 5 bilhões com as vendas de ativos. A intenção da BRF é manter a sua alavancagem em torno de 4,35x em 2018 e reduzir para abaixo dos 3x em 2019. As principais unidades à venda são as exportadoras para Europa, Tailândia e Argentina. Com isso, a companhia acaba mitigando as especulações acerca de uma nova oferta de ações. Notícia parcialmente positiva já que a companhia mostra sua estratégia para melhorar a alavancagem sem fazer emissão de ações, mas acaba se desfazendo de plantas estratégicas. Neste mesmo comunicado a companhia esclarece que esse plano de reestruturação pretende focar as operações nos mercados brasileiro, da Ásia e muçulmano.

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