Terça-feira, 2 de janeiro de 2018

 
 

Bom dia,


1Melhora importante na confiança dos empresários. O Índice de Confiança Empresarial, da FGV, referente ao mês de dez/17 apurou forte avanço de 1,2 ponto ao atingir 93,1 pontos, maior nível desde abr/14. A melhora decorreu tanto da percepção do momento atual quanto das perspectivas, além de ter ocorrido nos quatro setores cobertos pelas sondagens produzidas pela FGV: indústria, comércio, serviços e construção. Essa boa melhora de percepção empresarial no final de 2017 pode configurar um cenário favorável para a atividade econômica doméstica, apesar da volatilidade esperada com as incertezas no campo político.

IPC-S recua na última semana do ano. Houve deflação de 0,21% na taxa e, com esse resultado, o indicador acumulou alta de 3,23% em 2017. Nessa derradeira apuração, cinco das oito classes de despesas que compõem o índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, sendo a maior contribuição do grupo Habitação (-0,08% para -0,33%), com destaque para a queda ainda mais acelerada na tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -1,78% para -2,93%.

Poucas alterações nas projeções macro. O último Boletim Focus de 2017 reforçou as estimativas de aceleração da inflação em 2018, mas ainda abaixo do centro da meta (4,5%) do Banco Central. Da mesma forma que as projeções indicam um PIB neste ano crescendo ao redor dos 2,7%, taxa que se elevou pela sétima semana consecutiva. Já a taxa de câmbio e SELIC para o fechamento de 2018 vieram estáveis na casa dos 3,30 e em 6,75%, respectivamente. Além do informativo semanal do BC, ainda conheceremos hoje o PMI industrial realizado pela Markit que deverá se manter no campo da expansão e a balança comercial de onde se espera um superávit em torno de US$ 4,1 bilhões, ambos referentes ao mês passado.

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Agenda amena na volta do réveillon. Mercado volta das festividades de ano novo apenas com o PMI industrial da Markit para algumas das principais economias do mundo. Na China, houve melhora em relação a novembro, com o índice no maior patamar do quarto trimestre, o que animou os mercados locais. Vale destacar que no domingo foi divulgado o PMI industrial oficial da China, que também mostrou a continuidade da expansão. Na Europa, não houve grandes surpresas, com os índices mostrando que a atividade industrial na zona do euro e no Reino Unido continua bastante saudável. Mais tarde, a Markit divulga o PMI industrial dos Estados Unidos, que também não deve fugir dessa dinâmica mais positiva vista nas divulgações de hoje cedo.

Bolsas em direções opostas lá fora. Na Europa, a maior parte dos índices opera em queda nesta manhã, com a valorização das moedas locais contra o dólar. Por outro lado, as Bolsas asiáticas começaram o ano em alta, após o Banco Central chinês dar indícios, na última sexta-feira, de que pode flexibilizar a exigência de reserva compulsória das instituições antes do ano novo lunar, em fevereiro.

 

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Banrisul (BRSR6) anuncia JCP. O banco gaúcho vai pagar os proventos referentes ao quarto trimestre de 2017 no valor já líquido de IR de R$ 0,2579 por PNB. A data para se posicionar nos papéis e aproveitar a distribuição é 4 de janeiro, com os papéis ficando ex-JCP no dia 5 desse mês. O pagamento será em 20 de fevereiro e o yield da operação é de 1,7%.

JCP da Movida (MOVI3). A companhia distribuirá juros sobre o capital próprio no montante de R$ 15,0 milhões, aproximadamente R$ 0,06 líquido por ação e correspondente a um yield de 0,9%. Os acionistas posicionados ao fim da próxima quinta-feira, dia 04, terão direito aos proventos e as ações ficam ex-JCP a partir desta sexta, mas a data do pagamento será decidida somente na realização da assembleia geral ordinária do exercício de 2017, prevista para 26/abr/18.

Cemig (CMIG4) conclui reperfilamento de dívida. A elétrica concluiu o reperfilamento de cerca de R$ 3,4 bilhões em dívidas, por meio da emissão de debêntures e aditivos de operação de crédito. Com isso, e com a captação de R$ 3,2 bilhões no mercado internacional, via emissão de eurobonds, a companhia alongou o prazo médio de suas dívidas, concentrando boa parte das amortizações em 2024. A novidade deve trazer influência positiva para CMIG4 no curto prazo, ainda que o custo financeiro da operação não tenha sido divulgado.

Eletrobras (ELET6) terá até julho para vender distribuidoras. Em assembleia realizada no último dia 28, os acionistas da elétrica aprovaram a postergação do prazo para transferência do controle das distribuidoras, para até 31 de julho de 2018. Caso o processo não ocorra no prazo determinado, as distribuidoras podem ser liquidadas. Notícias dão conta de que no caso da liquidação a companhia pode ter que arcar com prejuízo de R$ 23,7 bilhões, ante a assunção de R$ 11,2 bilhões em dívidas no caso da privatização. Além disso, a Medida Provisória que destrava a privatização da própria Eletrobras foi assinada por Temer na última sexta-feira, dia 29, porém, sem uma resolução sobre o risco hídrico, o que gera novas incertezas com relação ao sucesso da operação. De toda forma, suas ações devem responder de forma positiva às novidades.

AGENDA DE DIVIDENDOS


Bons negócios e um excelente 2018!