Segunda-feira, 1º de outubro de 2018

 
 

Bom dia,


Dados negativos no Brasil. Os indicadores que saíram hoje mostraram aceleração da inflação, com o IPC-S apresentando variação de 0,45%, 0,13 p.p. acima da taxa registrada na última divulgação, e a confiança do empresariado recuando pelo sexto mês consecutivo. Depois da piora com a greve dos caminhoneiros, o resultado desfavorável de setembro mostra que os fatores negativos, como a incerteza eleitoral e a piora do cenário externo acabam pressionando a confiança empresarial para baixo. Já na campo político, com a eleição chegando à reta final, com a votação nesse domingo, o mercado ficará de olho na enxurrada das pesquisas eleitorais ao longo da semana, além do debate nessa quinta-feira na Globo, o último antes do primeiro turno.

Inflação pressionada. Segundo o Boletim Focus dessa semana, houve nova elevação na previsão para o IPCA, tanto para esse quanto para o próximo ano, ficando agora em 4,30% e 4,20%, respectivamente. Já a estimativa para o câmbio no final desse ano teve uma leva queda, agora em R$ 3,89, para o próximo ano, a mediana das projeções é de R$ 3,83. Para projeção de juros e PIB não houve alterações relevantes nessa leitura.

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PMIs industriais mais negativos. O Markit divulga hoje o indicador para uma série de países, mais cedo, o dado chinês mostrou estagnação na atividade industrial no país em relação ao mês anterior, após 15 meses de avanço. No Japão, o crescimento desacelerou, mas continuou em um bom ritmo. Na Alemanha, o PMI industrial ficou no menor nível em mais de dois anos, assim como na zona do euro como um todo. Apenas no Reino Unido, entre as principais economias, a atividade industrial mostrou melhora na comparação com agosto. O movimento, em geral, está bastante ligado às disputas comerciais envolvendo os EUA e seus parceiros, que tem afetado bastante a atividade industrial na China e na zona do euro, especialmente. Mais tarde saem os dados do Brasil e dos países da América do Norte.

Desemprego cai na zona do euro. O índice ficou em 8,1% dentro do esperado pelo mercado, 0,1 p.p. abaixo da última leitura. A situação nos países segue a mesma, com França, Itália e especialmente a Espanha entre os países com as piores taxas, acima da média do bloco, e a Alemanha na ponta oposta, com 3,4% de desemprego.

Acordo com o Canadá é destaque nos EUA. Alguns discursos de presidentes regionais do Fed no radar, com destaque para o presidente do Fed de Atlanta que tem direito a voto nesse ano e o do Fed de Boston que terá direito a votar no comitê de política monetária no ano que vem. Além disso, os mercados recebem o acordo fechado ontem no final da noite entre Estados Unidos, México e Canadá que substituirá o NAFTA, muito criticado pelo presidente Trump.

Bolsas em alta lá fora. Os mercados iniciam a semana com ganhos nesta manhã, com os investidores repercutindo o acordo comercial firmado entre Estados Unidos, México e Canadá no final de semana. Na Ásia a liquidez ficou comprometida pelo feriado na China e em Hong Kong, mas a bolsa do Japão encerrou o dia com valorização. Na Europa, os investidores ignoram os dados mais fracos divulgados logo cedo e os índices sobem no ímpeto da menor aversão global ao risco.
  
    

Leilão da Cesp (CESP6) é suspenso. O Tribunal Regional do Trabalho concedeu liminar na última sexta-feira, suspendendo por 60 dias o leilão de privatização da Cesp, que deveria ocorrer amanhã, devido à "ausência de estudos de impacto socioeconômico da privatização da estatal paulista nas esferas trabalhista e socioambiental". Ademais, uma matéria divulgada ontem no Valor Econômico aponta que as incertezas políticas minam parte da atratividade do negócio. Questões como a exposição da Cesp ao risco hidrológico e o alto volume de contingências jurídicas (cerca de R$ 8,8 bilhões não provisionados) também colocam em dúvida o sucesso do leilão. Suas ações devem responder de forma negativa às novidades.

Pão de Açúcar (PCAR4) será vendido? A companhia tem a intenção declarada de vender sua controlada Via Varejo, mas notícia veículada pelo Valor hoje traz o possível interesse do Casino na venda do Grupo Pão de Açúcar e das operações dos franceses na Colômbia. Na última semana, o Carrefour negou a existência de conversas com o grupo para uma combinação das operações por aqui, como aventado por parte da imprensa. Notícias como essas vêm ganhando força pelo elevado endividamento do Casino. O Pão de Açúcar ainda não se manifestou quanto a matéria de hoje.

Proventos de Santander (SANB11), Movida (MOVI3) e Direcional (DIRR3). O banco vai pagar em 26 de outubro o valor líquido de R$ 0,1365 por unit, equivalente atualmente a um yield de 0,3%, para os acionistas posicionados ao final dessa semana. Ex no dia 8 de outubro. Já a Movida vai pagar um dividendo proporcionalmente maior, de R$ 0,0874 (também já líquido de IR), yield de 1,5% em relação ao fechamento de sexta. Vale ressaltar que o valor já leva em consideração as ações vendidas até agora na oferta que a companhia está fazendo, mas ainda não considera as sobras de ações da oferta (sexta foi o último dia para o acionista manifestar interesse nas sobras), logo, ainda deve haver alteração no valor. A data ex é dia 29 de outubro. Por último, vale lembrar que hoje é o último dia para o investidor aproveitar o dividendo de R$ 0,6122 por ação da Direcional. Yield de 8,9% com o fechamento de sexta e o pagamento será em 11 de outubro.

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