Sexta-feira, 1º de junho de 2018

 
 

Bom dia,


Agenda doméstica. A greve dos caminhoneiros ainda domina o noticiário, enquanto o país vai aos poucos voltando à normalidade, de olho na questão fiscal, após as concessões feitas pelo governo para encerrar a paralisação, e também no impacto desses dias no crescimento estimado para o ano. Na agenda econômica, destaque para os números da balança comercial de maio e para o dado de vendas de automóveis, também de maio e divulgado pela Fenabrave, os dois indicadores já com o impacto das paralisações.

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Bateria de PMIs do Markit. O instituto divulga hoje os PMIs industriais de maio de uma série de países. Mais cedo, os dados dos asiáticos mostraram crescimento moderado na atividade industrial dos dois principais países da região. Indo para a Europa, os números atingiram a mínima de quinze meses na Alemanha, com produção, novos pedidos e emprego na indústria em um crescimento cada vez menor, mas o índice veio 0,1 ponto acima da prévia divulgada no meio da semana passada. Os dados consolidados do bloco confirmaram a prévia, também com arrefecimento do crescimento, impactados pelos dados alemães, comentados acima, e também da Espanha, na mínima de nove meses, e da Itália, com o pior PMI industrial em um ano e meio. Já no Reino Unido, notícia mais positiva, com o dado de maio se recuperando de abril quando mostrou o pior resultado em 17 meses. Em linhas gerais, os dados mostram a indústria mundial crescendo em um ritmo mais lento que o observado no final do ano passado e comecinho desse ano. Ainda hoje, saem os dados brasileiros, às 10h, e americanos, às 10h45.

Dados importantes na agenda dos EUA, mas Trump volta a dominar as atenções. Como comentamos acima, o Markit também divulga hoje o PMI industrial dos EUA referente a maio, assim como o instituto ISM, sendo que as expectativas apontam para um leve avanço nessa leitura frente aos registros de abril. Teremos também os indicadores do mercado de trabalho norte-americano, com destaque maior para a taxa de desemprego que deverá permanecer em 3,9%, segundo a mediana das previsões de mercado. Mas se espera que a criação de vagas de emprego, bem como o ganho médio dos trabalhadores apresente evolução na comparação com o ritmo visto no decorrer deste ano. Contudo, o anúncio do presidente Donald Trump de elevar a tarifação de metais importados da União Europeia, Canadá e México tendem a gerar novas incertezas nos mercados bursáteis por aqui, por fazer voltar o receio em torno de um guerra comercial liderada pelos EUA.

Europa no azul, Ásia mais pressionada. Nos pregões asiáticos, o anúncio de Trump, em relação às tarifas de importação de aço e alumínio pressiona as Bolsas, como ocorreu com as Bolsas americanas e europeias no final do pregão de ontem. Na Europa, hoje as Bolsas respondem positivamente à recondução de Giuseppe Conte ao cargo de Primeiro-Ministro, dando fim a uma disputa que já durava meses.

 

aDisputa acirrada pela Eletropaulo (ELPL3). No último dia determinado pela CVM para o envio de propostas para OPA da Eletropaulo, marcada para o próximo dia 04/06, a Enel deu o maior lance, de R$ 45,22 por ação, contra R$ 39,53 oferecidos pela Neoenergia. O valor do lance da Enel supera a expectativa, representando ágio de quase 29% frente à cotação dos papéis no fechamento do último pregão.

Hermes Pardini (PARD3) anuncia mais uma aquisição. A empresa de medicina diagnóstica comunicou que assinou contrato para comprar 100% do capital social da empresa Diagnósticos Laboratoriais Especializados (DLE) pelo montante de R$ 68,9 milhões, em três parcelas anuais, além de um pagamento adicional até R$ 12,0 milhões condicionado a metas de faturamento. O DLE foi fundado há 32 anos no Rio de Janeiro e atua como centro de referência em exames altamente especializados, com foco em genética molecular, bioquímica genética, triagem neonatal, investigação laboratorial para erros inatos do metabolismo, além de outras doenças raras. A compra representa um acréscimo relevante na capacidade operacional do Grupo Hermes Pardini e mostra o apetite da companhia por fazer aquisições desde seu IPO, feito no meio do ano passado. Acreditamos que os ativos PARD3 poderão reagir positivamente no pregão de hoje.

Azul vende aeronaves e faz as contas após a greve. Não que uma coisa tenha a ver com a outra, mas ambas foram divulgadas hoje. A venda de seis E-195s faz parte da renovação da frota, com a entrada dos A320neos, com maior capacidade e custo por assento muito menor. As aeronaves já estavam paradas, sendo preparadas para a venda, ou seja, não houve alteração no plano de frota da Azul. Em outro fato relevante, a cia aérea estimou em R$ 50 milhões o impacto da greve dos caminhoneiros no resultado do segundo trimestre de 2018. Foram 169 voos cancelados entre 24 e 27 de maio, cerca de 6% do total de voos operados pela companhia no período. Além disso, entre 28 de maio e 3 de junho, a Azul optou por reduzir a sua oferta de assentos, afetando 523 voos. Vemos as quedas recentes como exageradas e mantemos nossa recomendação positiva para seus papéis.

Hering (HGTX3) anuncia proventos. A companhia aprovou a distribuição de JCP no valor de R$ 0,2471 por ação. As ações ficaram ex JCP no próximo dia 8 e o pagamento será no dia 27 de junho. Yield é de 1,5%, considerando o fechamento de quarta.

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